Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Irmãos revolucionam mercado de delivery, faturam R$ 220 mi e criam superapp para competir com iFood

Henrique e Guilherme Lemos, do Grupo Rão, apostam em tecnologia própria para competir com grandes plataformas de delivery

28 abr 2026 - 04h59
Compartilhar
Exibir comentários
À frente do Grupo Rão, os irmãos Henrique e Guilherme Lemos já contam com quatro marcas, entre elas o maior delivery de comida japonesa do país
À frente do Grupo Rão, os irmãos Henrique e Guilherme Lemos já contam com quatro marcas, entre elas o maior delivery de comida japonesa do país
Foto: Divulgação

Há pouco mais de uma década, dois irmãos começaram um negócio improvisado que hoje desafia diretamente os gigantes do delivery no Brasil. Henrique e Guilherme Lemos transformaram o que era um pequeno ponto de comida japonesa na zona Sul do Rio de Janeiro, em um grupo com faturamento de R$ 220 milhões e mais de 200 unidades no Brasil e em Portugal. Agora, o próximo passo é ainda mais ambicioso: criar um superapp para competir com plataformas como o iFood e Rappi.

Essa é a história do Grupo Rão, que começou de forma quase acidental, em um espaço simples e sem estrutura, que funcionava mais como uma operação de sobrevivência do que como uma empresa organizada no bairro do Leblon. Foi ali, em 2008, que Henrique Lemos teve o primeiro contato com um pequeno delivery japonês que, apesar das limitações, já mostrava potencial de crescimento. O ambiente era precário, mas havia demanda e um modelo que funcionava.

Antes disso, a trajetória de Henrique não indicava um caminho no empreendedorismo. Ele havia tentado a carreira no futebol profissional e, após desistir do esporte, passou por diferentes experiências, incluindo trabalho na autoescola da família e incertezas sobre o futuro. A virada aconteceu quando decidiu apostar praticamente tudo no pequeno negócio que encontrou. “Era um local curioso, parecia uma caverna, faltava muita estrutura”, relembra Henrique, sobre o início da operação.

O crescimento foi rápido e surpreendente. Em poucos meses, o faturamento saltou para cerca de R$ 80 mil mensais e, pouco depois, já alcançava a marca de R$ 700 mil em uma nova estrutura. “Com o tempo, percebemos que nosso verdadeiro know-how não era só a culinária, mas vender e entregar bem”, explica Henrique, ao refletir sobre a evolução do negócio.

A entrada de Guilherme Lemos no negócio consolidou a fase de expansão. Vindo do mercado financeiro, ele decidiu investir e abrir a primeira franquia em 2014, ajudando a transformar a operação em rede. “O começo foi o mais desafiador. Eu precisei conquistar a confiança de quem já estava na operação e me provar como empresário”, afirma Guilherme, que é CEO do Grupo Rão.

Guilherme Lemos, CEO e porta-voz do Grupo Rão
Guilherme Lemos, CEO e porta-voz do Grupo Rão
Foto: Divulgação

Com o tempo, o grupo deixou de ser apenas uma marca de comida japonesa. A criação da Pizza do Rão marcou o início da diversificação, seguida por outras marcas como Najah Rão e China Rão, formando um portfólio multiculinário e dando origem ao que hoje é o Grupo Rão.

Esse crescimento, no entanto, veio acompanhado de uma visão clara sobre o mercado: a necessidade de independência em relação às grandes plataformas de entrega. “A gente entendeu muito cedo que o tempo de entrega era decisivo”, explica Guilherme. “Estruturamos toda a operação pensando nisso, desde o layout das lojas até os processos internos", acrescenta. 

A empresa também apostou cedo em inovação digital. “Começamos a vender pelo Facebook quando isso ainda era pouco explorado. A gente literalmente cronometrava o tempo de entrega e buscava melhorar continuamente. Essa mentalidade de execução rápida e disposição de inovar ajudou a gente a se destacar, diz ele.

Agora, o grupo dá um novo passo estratégico. A virada mais recente é o investimento no Mundo Rão, um superapp próprio que busca centralizar pedidos, criar um marketplace interno e desenvolver um ecossistema completo de relacionamento com o consumidor.

“Sempre vimos o risco de depender de um único canal. Construir nosso próprio ecossistema foi uma decisão estratégica para garantir autonomia no longo prazo”, afirma Guilherme.

Ele reforça que a estratégia não é abandonar os grandes apps, mas operar de forma híbrida. “Hoje estamos presentes em diversas plataformas, mas com uma estratégia omnichannel bem estruturada, que nos dá mais autonomia.” E completa: “O futuro não pertence a um único modelo. Vai vencer quem tiver capacidade de adaptação e conseguir operar bem em múltiplos canais.”

Para o CEO, o objetivo final é maior do que expansão geográfica. “Nossa ideia sempre foi criar o ‘Mundo Rão’. Um ecossistema onde conseguimos atender o cliente em diferentes momentos e necessidades.” E resume a ambição do grupo: “Não se trata só de vender comida, mas de construir uma plataforma completa de relacionamento com o consumidor.”

Fonte: Portal Terra
Compartilhar
TAGS

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra