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"Intervencionistas" impedem fim de paralisação de caminhoneiros, diz Abcam

28 mai 2018
18h36
atualizado às 19h24
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A desmobilização do protesto dos caminhoneiros está sendo dificultada em alguns lugares por militantes infiltrados que defendem a intervenção militar para derrubar o governo federal, disse nesta segunda-feira o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes.

Caminhoneiros bloqueian rodovia no Rio de Janeiro, Brasil
23/05/2018
REUTERS/Ricardo Moraes
Caminhoneiros bloqueian rodovia no Rio de Janeiro, Brasil 23/05/2018 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

"Tem um grupo forte de intervencionistas que está prendendo caminhão, são pessoas que querem derrubar o governo, eu não tenho nada a ver com essas pessoas, e nem os caminhoneiros", disse Lopes.

Segundo ele, falta desmobilizar no país cerca de 30 por cento da frota que aderiu à paralisação, o equivalente a cerca de 250 mil caminhoneiros.

"Acho que até amanhã já está bem encaminhado para voltar à realidade", disse Lopes.

O presidente da Abcam, que afirma reunir entre 600 mil e 700 mil caminhoneiros no Brasil, disse que esses "intervencionistas" estão, inclusive, ameaçando os caminhoneiros que querem voltar ao trabalho, após as medidas anunciadas pelo governo.

"O pessoal quer voltar a trabalhar, mas tem medo porque estão sendo ameaçados de forma violenta. Não mostram arma, mas levantam a camisa", disse o presidente da Abcam, sem citar que grupos estariam ameaçando os caminhoneiros para não voltarem ao trabalho.

Lopes disse que vai apresentar ao governo federal uma lista de nomes de pessoas que estão prendendo os caminhões e os lugares onde isso estaria ocorrendo.

Mais cedo, o governo informou que foram desativadas 728 paralisações entre o início das manifestações até as 8h desta segunda-feira, mas ainda restavam 556. Na sexta-feira, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, dissera que o pico de bloqueios durante a semana passada fora de 938 obstruções, das quais 519 permaneciam ativas.

A jornalistas, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o serviço de Inteligência do Brasil estava detectando infiltrações nos movimentos dos caminhoneiros e que estava recebendo informações dos próprios membros da categoria sobre a presença de grupos políticos contrários ao retorno dos motoristas às atividades, ele não detalhes sobre os grupos.

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