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Inflação volta a estourar teto da meta do governo em agosto

Com variação de 0,25% no mês passado, IPCA acumula alta de 6,51% em 12 meses, ultrapassando limite estabelecido pelo Banco Central

5 set 2014
09h30
atualizado às 09h52
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Pressionada pelos preços do grupo de Habitação, destacadamente os de energia elétrica, a inflação oficial brasileira acelerou a 0,25% em agosto, ante variação positiva de 0,01% em julho, e voltou a estourar o teto da meta do governo em 12 meses.

<p>Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,25% em agosto, estourando o teto da meta do governo no acumulado em 12 meses</p>
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,25% em agosto, estourando o teto da meta do governo no acumulado em 12 meses
Foto: Bruno Domingos / Reuters

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou em 12 meses em agosto alta de 6,51%, contra 6,50% no mês anterior, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

A inflação no Brasil vem rondando há meses o teto da meta do governo - de 4,5% pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos -, tornando-se um tema crítico conforme se aproxima a eleição presidencial, em outubro.

A 6,51%, entretanto, ainda não seria necessário que o Banco Central desse explicações por um estouro da meta, já que adota a metodologia da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para eventualmente arredondar a segunda casa do IPCA após a vírgula.

As leituras de agosto do IPCA confirmaram as expectativas em pesquisa da Reuters.

Em agosto, de acordo com o IBGE, o principal impacto positivo veio do grupo Habitação, com 0,14 ponto percentual após alta de 0,94%, mesmo desacelerando ante avanço de 1,20% em julho.

Energia elétrica foi o destaque, com alta de 1,76% devido a reajustes de preços em várias regiões, tendo o principal impacto individual no mês, de 0,05 ponto percentual.

Empregado doméstico registrou o mesmo impacto após alta de 1,26%, mas apesar disso o grupo Despesas Pessoais desacelerou a alta a 0,09%, sobre 0,12% em julho.

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