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Inflação ao produtor da China atinge máxima em 45 meses por choque no preço da energia

11 mai 2026 - 07h09
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Os ‌preços ao produtor da China superaram as expectativas e subiram para uma máxima recorde de 45 meses em abril, enquanto a inflação ao consumidor também acelerou, uma vez que os custos globais de energia permaneceram elevados, aumentando a pressão sobre os fabricantes que já enfrentam uma ⁠demanda fraca no país.

Analistas disseram que os fatores que impulsionam os custos, ‌entretanto, provavelmente não desencadearão medidas de política econômica, já que diminuem a urgência de uma política monetária mais frouxa para sustentar o crescimento. ‌Os níveis de preços provavelmente também permanecerão ‌abaixo da faixa da meta oficial de inflação, segundo eles.

O ⁠índice de preços ao produtor subiu 2,8% em abril em relação ao ano anterior, mostraram dados do Escritório Nacional de Estatísticas nesta segunda-feira, superando o aumento de 1,6% previsto em pesquisa da Reuters. O indicador reverteu uma sequência de 41 meses de queda em março, quando ‌os preços subiram 0,5%.

"As consequências da guerra do Irã aumentaram a inflação ‌novamente em abril, mas as ⁠pressões sobre ⁠os preços permanecem de alcance restrito e não é provável que se transformem em ⁠um impulso reflacionário mais amplo", ‌disseram os analistas da Capital ‌Economics.

Em uma base mensal, os preços ao produtor aumentaram 1,7% em abril, depois de terem subido 1% em março.

O escritório de estatísticas atribuiu a inflação mais alta nos portões das fábricas ao ⁠aumento dos preços em setores como metais não ferrosos, petróleo e gás e equipamentos de tecnologia, de acordo com o estatístico Huo Lihui em um comunicado.

As autoridades chinesas prometeram repetidamente estimular consumo interno, restringir a concorrência excessiva no mercado e impulsionar ‌uma recuperação nos preços, já que as pressões deflacionárias pesam sobre as margens de lucro das empresas.

O aumento dos custos globais de energia ⁠também está elevando o custo de vida. O planejador estatal da China aumentou os preços de varejo da gasolina e do diesel desde o início dos ataques israelenses e norte-americanos ao Irã, no final de fevereiro, embora tenha limitado as altas para atenuar o impacto sobre os consumidores. As principais companhias aéreas chinesas aumentaram taxas adicionais de combustível para voos domésticos.

O índice de preços ao consumidor teve alta de 1,2% em abril em relação ao ano anterior, contra aumento de 1% em março, impulsionado principalmente pelas oscilações de preços da gasolina e das joias de ouro, de acordo com o escritório. Economistas consultados pela Reuters esperavam um aumento de 0,9%.

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