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Indústria de pneus pede medidas de defesa comercial ao governo

20 mai 2026 - 15h28
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O setor que reúne ‌fabricantes instalados no Brasil de pneus deve se reunir nesta quarta-feira com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), Márcio Elias Rosa, para cobrar medidas de defesa comercial diante do que considera como concorrência desleal gerada por produtos importados.

Segundo a Associação Nacional ⁠dos Fabricantes de Pneumáticos (Anip), fabricantes nacionais de pneus registraram em abril ‌o menor patamar histórico de participação no total vendido no mercado brasileiro, 31%. Em 2019, segundo a entidade, a ‌fatia era de 69%.

"Como temos alertado, tem ‌pneu importado chegando ao país com preço inferior ao ⁠custo da matéria-prima no mercado internacional", disse em comunicado à imprensa o presidente da Anip, Rodrigo Navarro, citando que o crescimento da participação dos importados deve-se a "práticas desleais como dumping e não cumprimento de regras ambientais".

Nos quatro primeiros meses de 2026, as ‌vendas de pneus nacionais recuaram 5,8%, segundo a entidade. No período ‌foram comercializadas 11,9 ⁠milhões de unidades, ⁠700 mil pneus a menos que no mesmo período de 2025.

Isso apesar ⁠das vendas de veículos novos ‌no Brasil no primeiro ‌quadrimestre terem crescido 5% sobre um ano antes, impulsionadas em parte por expansão de 12% nos licenciamentos de importados, de acordo com dados da associação de fabricantes de veículos, ⁠Anfavea.

Segundo a Anip, a queda nas vendas de pneus novos no Brasil de janeiro a abril foi mais acentuada no segmento de reposição, alvo dos importadores, com recuo de 7,9%.

O setor defende aumento da tarifa ‌de importação de pneus de passeio de 25% para 35%. "Queremos que o Brasil adote medidas de proteção como fizeram os EUA, ⁠o México e países da União Europeia", disse Navarro.

Além disso, os fabricantes de pneus nacionais cobram uma fiscalização mais intensa do cumprimento de regras de proteção ambiental por parte dos importadores. A entidade citou dados do Ibama que apontam para um passivo de 500 mil toneladas de pneus não recolhidos para descarte correto nos últimos 15 anos por parte dos importadores.

O setor no Brasil é formado por 11 fabricantes (Bridgestone, Continental, Dunlop, Goodyear, Maggion, Michelin, Pirelli, Prometeon, Rinaldi, Titan e Tortuga) e tem 19 fábricas em sete estados, empregando diretamente 35 mil trabalhadores.

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