Índice de reajuste do aluguel recua 0,74% em junho, diz FGV
Com queda de 0,13% em maio, IGP-M tem dois meses consecutivos de deflação
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) teve deflação de 0,74% em junho, após queda de 0,13% em maio, com forte recuo dos preços no atacado e desaceleração da alta no varejo, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. A expectativa em pesquisa da Reuters era de variação negativa de 0,60%, de acordo com a mediana de 15 projeções.
Os contratos de aluguel de imóveis residenciais indexados pelo IGP-M e com vencimento em julho contarão com reajuste de 6,24%. Para facilitar a conta do novo aluguel, o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) divulgou o fator de atualização da mudança que é de 1,0624. Ou seja, para calcular o que muda em um contrato mensal de R$ 1,5 mil, por exemplo, o locatário deve multiplicar esse valor por 1,0624, o que neste caso somaria R$ 1.593,60, que deverá ser quitado no fim de julho ou começo de agosto.
Variações
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve queda de 1,44% em junho, após recuo de 0,65% no mês anterior. O destaque ficou para a deflação de 3,73% nos preços dos produtos agropecuários em junho, ante queda de 0,68% no mês anterior. Já o Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30% no IGP-M, desacelerou a alta a 0,34%, ante 0,68% em maio.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 1,25%, após alta de 1,37% anteriormente. O INCC responde por 10% do IGP.
Em seu Relatório Trimestral de Inflação, na quinta-feira, o Banco Central estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial de inflação do País, subirá 6,4% neste ano ante previsão anterior de 6,1% e praticamente no teto da meta do governo - de 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.
O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis.