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OpenAI capta US$ 122 bi e anuncia plano de monetização; veja detalhes

O aporte é o maior do Vale do Silício e supera o valor do maior IPO (abertura de capital) do mundo, o da Saudi Aramco, que levantou US$ 29,4 bilhões em 2019

1 abr 2026 - 21h42
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A OpenAI, dona do ChatGPT. anunciou que captou um investimento de US$ 122 bilhões vindo de companhias como Amazon, Nvidia e SoftBank, também com participação do fundo MGX, de Abu Dhabi, e empresas de investimentos como Andreessen Horowitz, TPG e T. Rowe Price. Segundo a própria OpenAI, o aporte leva seu valor de mercado (valuation) a US$ 852 bilhões.

O aporte é o maior do Vale do Silício e supera o valor do maior IPO (abertura de capital) do mundo, o da Saudi Aramco, que levantou US$ 29,4 bilhões em 2019.

Nessa rodada de investimento, pela primeira vez, a startup também captou US$ 3 bilhões de investidores de varejo. Dando seus primeiros passos no mercado de capitais, a OpenAI informou ainda que será incluída em ETFs (fundos de índices) administrados pela ARK Invest.

A empresa, perto de atingir 1 bilhão de usuários no mundo, informou que fatura US$ 2 bilhões mensalmente, com 40% do valor vindo de clientes corporativos.

OpenAI, dona do ChatGPT, recebeu aporte de US$ 122 bilhões
OpenAI, dona do ChatGPT, recebeu aporte de US$ 122 bilhões
Foto: Alice Labate/Estadão / Estadão

O plano da OpenAI é criar um superapp de IA que possa ser usado por diferentes setores da economia.

"À medida que os modelos se tornam mais capazes, o fator limitante passa da inteligência para a usabilidade. Os usuários não querem ferramentas desconectadas. Eles querem um sistema único que possa entender a intenção, executar ações e operar em diferentes aplicativos, dados e fluxos de trabalho. Nosso superapp reunirá o ChatGPT, o Codex, a navegação e nossos recursos de agentes mais abrangentes em uma experiência centrada no agente", informou a empresa, em nota.

Integrando ao ChatGPT, o Codex é uma das principais apostas da OpenAI recentemente. A empresa, que recentemente descontinuou a solução de geração de vídeos a partir de textos chamada Sora — semanas depois que o SeeDanda, da Bytedance, chamou a atenção globalmente —, vê no Codex uma oportunidade de se inserir na programação, ajudando profissionais de TI a serem mais eficientes.

A diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, evitou falar de IPO como uma forma de levantar capital e remunerar os investidores da empresa, apesar da crescente pressão do mercado por lucratividade nas ferramentas de IA generativa.

"Com esse financiamento, podemos investir na escala necessária para fornecer inteligência de forma mais eficiente para consumidores, empresas e construtores em todos os lugares. É isso que me motiva. Não apenas o que construímos, mas o que outros construirão em cima disso", disse Sarah, em uma publicação no LinkedIn.

O plano de monetização da OpenAI, até o momento, se baseia em assinaturas e licenciamentos de uso da sua tecnologia generativa. Para os consumidores, os planos custam de R$ 39 a R$ 99 no Brasil, o terceiro país que mais usa o ChatGPT no mundo.

Um dos maiores desafios é que a startup ainda precisa lidar com o custo de manter o ChatGPT funcionando. Por isso, pretende investir mais de US$ 1,4 trilhão nos próximos anos em infraestrutura física, ou seja, data centers.

Estadão
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