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Índia está próxima de pacto comercial com UE enquanto negociações com EUA se arrastam

15 jan 2026 - 10h23
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A Índia espera que negociações sobre um acordo comercial com a União Europeia sejam concluídas neste mês, disse o secretário de Comércio, Rajesh Agrawal, na quinta-feira, no que seria o maior acordo de Nova Délhi, enquanto busca novos mercados em meio às pressões tarifárias ‌dos EUA.

O acordo, em discussão há anos, é visto como uma oportunidade para ambos os lados aprofundarem laços econômicos e reduzirem a dependência da ‌China e da Rússia. O comércio bilateral entre a Índia e a UE totalizou 120 bilhões de euros (US$ 140 bilhões) em 2024, tornando o bloco o maior parceiro comercial da Índia.

Agrawal disse que os dois lados estão "muito próximos" de finalizar o pacto e exploraram a possibilidade de concluí-lo antes do encontro dos líderes em Nova Délhi neste mês.

Ele disse que as conversações sobre um pacto comercial com os EUA ‍continuavam e que um acordo será alcançado quando os dois lados estiverem prontos. As negociações entraram em colapso no ano passado após uma falha na comunicação entre os dois governos.

O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, visitarão a Índia nos dias 25 e 27 de janeiro e co-presidirão uma cúpula Índia-UE no ‌dia 27 de janeiro, informou o Ministério das Relações Exteriores da Índia.

Se concluído, o acordo abrirá ‌o vasto e altamente protegido mercado consumidor da Índia, com mais de 1,4 bilhão de pessoas, para os produtos europeus e poderá remodelar os fluxos de comércio global à medida que o protecionismo aumenta.

Ambos os lados têm se esforçado para fechar um acordo amplo depois que von der Leyen e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi concordaram em acelerar as negociações em um esforço para fechar um acordo em 2025. As negociações, relançadas em 2022, ganharam impulso depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs aumentos de tarifas aos parceiros comerciais, incluindo a Índia.

Bruxelas assinou recentemente acordos com o México e a Indonésia e assinará, no sábado, acordo com o Mercosul, enquanto Nova Délhi fechou acordos com a Reino Unido, Omã e Nova Zelândia.

AGRICULTURA FORA DA MESA

Alguns itens agrícolas sensíveis foram excluídos das negociações, informou uma autoridade do Ministério do Comércio da Índia.

Os indianos não abrirão seus setores agrícola ou de laticínios em nenhum pacto comercial, disseram as autoridades, citando a necessidade de proteger milhões de agricultores de subsistência.

A UE está pressionando por cortes acentuados nas tarifas de automóveis, dispositivos médicos, vinhos, bebidas alcoólicas e carnes, além de regras mais rígidas de propriedade intelectual, enquanto a Índia busca acesso livre de impostos para produtos com uso intensivo de mão de obra e reconhecimento mais rápido de seus setores automotivo e eletrônico.

Além dos produtos, espera-se que o acordo expanda o comércio de serviços, os investimentos e a cooperação em comércio digital, propriedade intelectual e tecnologias ‌verdes, bem como estimule o investimento europeu em manufatura, energia renovável e infraestrutura na Índia.

Ainda há desafios sobre o alinhamento regulatório e a proteção de setores sensíveis. A taxa de carbono na fronteira da UE, que exige que os importadores contabilizem as emissões de aço, cimento e outros produtos com uso intensivo de carbono, começou a afetar algumas exportações indianas e é uma das principais preocupações de Nova Délhi, segundo os exportadores.

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