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Isenção de IR até R$ 5 mil: Lula reforça promessa de campanha, mas reconhece ser difícil

Presidente também disse que tabela do IR será revisada para que quem ganha até dois salários mínimos continue isento do pagamento

23 jan 2024 - 09h48
(atualizado às 10h52)
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Lula deve vetar em torno de R$ 5 bilhões do total destinado às emendas de comissão
Lula deve vetar em torno de R$ 5 bilhões do total destinado às emendas de comissão
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a promessa de isenção de Imposto de Renda a salários de até R$ 5 mil até 2026 e voltou a defender a cobrança sobre dividendos. De acordo com o presidente, contudo, tal compromisso é difícil, pois o governo terá de abrir mão de dinheiro e rearranjar seus gastos.

"Tenho compromisso de chegar até o final do meu mandato isentando pessoas que ganham até R$ 5 mil do IR. É um compromisso de campanha, mas sobretudo, de muita sinceridade", disse em entrevista ao programa "Bom Dia com Mário Kertész", da Rádio Metrópole de Salvador (BA), nesta terça-feira, 23. "Neste País, quem vive de dividendo não paga Imposto de Renda, e quem vive de salário, paga."

O presidente disse que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, "sabe que tem de fazer esses ajustes". "Eles são difíceis porque precisamos saber que, na hora que a gente abre mão de um dinheiro, temos de saber onde pegar outro dinheiro", comentou. Lula disse também que o governo fará as mudanças para que quem ganha até dois salários mínimos por mês continue isento do pagamento do IR após o aumento do mínimo. Essa política foi implementada no ano passado.

Nesta segunda-feira, 22, no programa "Roda Viva", da TV Cultura, Fernando Haddad já havia dito que o governo iria fazer uma revisão na faixa de isenção do IR. Isso porque, apesar de o salário mínimo ter subido de R$ 1.320 para R$ 1.412, a tabela do IR ainda não foi alterada. Se isso não for feito, quem ganha dois salários mínimos atualmente passará a pagar imposto.

Na entrevista à rádio baiana, Lula também voltou a falar que o ano de 2023 foi para "arar a terra" e adubar para colher em 2024. Segundo o presidente, neste ano, o Brasil irá colher mais desenvolvimento e emprego.

Estadão
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