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iFood compra empresa de benefícios Caju e dobra presença no setor de vales-alimentação

20 out 2026 - 15h52
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Resumo
O iFood anunciou a compra da empresa de benefícios corporativos Caju, visando expandir sua atuação além do delivery e dobrar sua presença no setor de vales-refeição e alimentação. A transação, cujos valores não foram divulgados, integra o plano da companhia de investir R$ 24 bilhões até 2027. Juntas, as operações somarão 135 mil clientes corporativos e 3 milhões de usuários ativos, processando cerca de R$ 2,6 bilhões mensais. O negócio ainda precisa do aval do Cade e do Banco Central.

‌O iFood, aplicativo de entrega de comida controlado pela investidora holandesa Prosus, anunciou nesta terça-feira a compra da Caju, empresa de benefícios corporativos e atuante no mercado de vales-refeição ⁠e vales-alimentação.

Com a compra da Caju o iFood ‌busca crescer além do seu serviço principal de entregas, mirando também segmento de ‌benefícios a funcionários. O iFood ‌domina o setor de delivery no ⁠Brasil, que hoje vive um acirramento da concorrência , após a chegada da Keeta, unidade do gigante chinês de tecnologia Meituan.

Se aprovada pelos órgãos reguladores locais, a aquisição dobrará a ‌presença do iFood no setor de benefícios corporativos, ‌disseram as ⁠empresas em ⁠um comunicado conjunto.

Os termos financeiros do negócio, realizado por ⁠meio do iFood ‌Benefícios, braço de ‌benefícios corporativos do iFood, não foram divulgados. No entanto, a aquisição faz parte do plano mais amplo do iFood de investir ⁠R$24 bilhões até março de 2027, informou o comunicado.

O crescente mercado de vales-refeição e vales-alimentação do Brasil movimenta cerca de R$150 bilhões por ano ‌entre mais de 20 milhões de consumidores, de acordo com Arthur Freitas, CEO do ⁠iFood Benefícios.

O iFood Benefícios e a Caju processam, cada um, cerca de R$1,3 bilhão em transações mensais, disse Freitas à Reuters em entrevista. Juntas, as duas empresas atenderão aproximadamente 135 mil clientes corporativos e 3 milhões de usuários ativos, acrescentou.

O negócio ainda depende da aprovação do Banco Central e do Cade, com conclusão prevista para o próximo ano, segundo Eduardo Del Giglio, cofundador e CEO da Caju.

(Edição Igor Sodré)

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