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ICVA mostra queda real de 3% nas vendas no varejo em abril, pior resultado em mais de um ano

11 mai 2026 - 18h14
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As vendas no ‌varejo brasileiro recuaram 3% em abril ante o mesmo mês do ano anterior, de acordo com o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), calculado pela empresa de pagamentos, divulgado nesta segunda-feira.

Esse foi o pior ⁠desempenho desde março de 2025 (-3,8%), acrescentou a companhia controlada ‌por Banco do Brasil e Bradesco.

O resultado, de acordo com a Cielo, indica perda de ritmo ‌do consumo em um ambiente ‌marcado por inflação mais pressionada, maior comprometimento ⁠da renda das famílias e efeitos de calendário desfavoráveis. O resultado de abril também foi impactado pela dinâmica da Páscoa, que neste ano ocorreu logo no início do mês, o que antecipou parte relevante ‌das compras sazonais para março. 

A Cielo também afirmou ‌que, em 2025, ⁠além de ⁠a Páscoa ter caído mais tarde, houve emenda com o feriado ⁠de Tiradentes, favorecendo ‌segmentos ligados a lazer, ‌alimentação fora do lar e turismo. A combinação criou uma base de comparação mais exigente para abril deste ano, especialmente nos setores de ⁠consumo discricionário, explicou.

Todas as regiões do país apresentaram retração real em abril. O Nordeste registrou o pior desempenho, com queda de 4,7%, seguido por Norte (-3,8%), Sudeste (-3,4%) e Sul (-2,7%) ‌e Centro-Oeste (-1,4%).

Em termos nominais, o e-commerce mostrou expansão de 6,5% na comparação anual, enquanto o comércio físico ⁠apresentou estabilidade (+0,2%).

Entre os macrossetores, serviços apurou declínio de 5,5%, afetado principalmente pelo efeito calendário desfavorável em categorias ligadas a alimentação fora do lar, recreação, lazer e turismo. Bens duráveis registrou queda de 4,9%, com vestuário e artigos esportivos sendo o setor que mais contribuiu negativamente, enquanto bens não duráveis teve retração de 1,6%, com varejo alimentício especializado prejudicado pela antecipação das compras de Páscoa e postos de gasolina pressionados pela alta de combustíveis.

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