Ibovespa oscila sem viés firme com eleição em foco; WEG recua após balanço
O Ibovespa operava sem direção definida, caindo 0,33% aos 207,6 mil pontos, influenciado pelo cenário eleitoral e balanços corporativos. O índice perdeu fôlego após pesquisa Quaest indicar empate técnico entre Flávio Bolsonaro (45%) e Lula (44%) no segundo turno. Entre as ações, o destaque negativo foi a WEG, que recuou 4,69% após divulgar resultados trimestrais abaixo do esperado pelo mercado. O pregão refletiu ainda a saída de capital externo na B3 e a estabilidade das bolsas em Wall Street.
A bolsa paulista não mostrava uma tendência firme nesta quarta-feira, com a eleição presidencial ainda dominando atenções dos investidores, mas a temporada de resultados trimestrais também entrando no radar, com o balanço da WEG.
Por volta de 11h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,33%, a 207.606,73 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$9,08 bilhões.
O Ibovespa superou 209 mil pontos nos primeiros negócios, mas perdeu o fôlego acompanhando a divulgação de pesquisa Quaest, que mostrou uma vantagem numérica menor do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno da eleição presidencial do próximo domingo.
O levantamento mostrou Flávio com 45% das intenções de votos e Lula com 44%, ainda em empate técnico. Na pesquisa anterior, há uma semana, Flávio aparecia com 46% e Lula registrava 44%. Na pesquisa espontânea, quando não é apresentada ao entrevistado uma lista com o nome dos candidatos, Flávio e Lula aparecem empatados em 40%. Na pesquisa anterior, o senador tinha 43% e o presidente somava 42%.
O instituto mediu ainda a rejeição dos dois postulantes ao Palácio do Planalto. Flávio é rejeitado por 52%, ante 54% na pesquisa anterior. Já a rejeição a Lula diminuiu, estando agora em 47%, ante 53% na pesquisa anterior.
Para o levantamento, divulgado pelo jornal O Globo, foram ouvidas 2.154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A sessão também tinha como pano de fundo dados da B3 mostrando saída líquida de capital externo no último dia 19, levando o saldo positivo acumulado no mês para R$19,98 bilhões, de R$20,99 bilhões até o dia 16.
Em Wall Street, o S&P 500 mostrava acréscimo de 0,16%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos marcava 5,100%, de 5,117% na véspera.
DESTAQUES
• WEG ON recuava 4,69% após balanço do terceiro trimestre mostrar lucro líquido de R$1,67 bilhão e Ebitda de R$2,35 bilhões, ligeiramente abaixo de previsões de analistas.
• BTG PACTUAL UNIT caía 0,92%, em dia sem tendência clara para o setor, após desempenho robusto na véspera. BRADESCO PN, que divulga balanço no final da quinta-feira, cedia 0,24% e BANCO DO BRASIL ON recuava 0,12%, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN subia 0,33% e SANTANDER BRASIL UNIT valorizava-se 1,15%.
• PETROBRAS PN registrava variação positiva de 0,19%, em sessão de oscilação modesta dos preços do petróleo no exterior.
• VALE ON caía 0,87%. Futuros do minério de ferro na China mostraram variações modestas na sessão. Analistas do UBS BB reiteraram a recomendação neutra para as ações da mineradora e reduziram o preço-alvo dos papéis para R$73 ante R$77.
• AUREN ENERGIA ON subia 1,97%, no terceiro pregão seguido de alta. No último dia 19, após o fechamento do mercado, a companhia informou o início da aquisição de até 1,95 milhão de ações dentro de programa de recompra aprovado em março.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)
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