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Ibovespa fecha quase estável com suporte de petrolíferas

2 abr 2026 - 17h07
(atualizado às 17h35)
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O Ibovespa fechou quase estável nesta quinta-feira, com o desempenho das ‌ações de petrolíferas, notadamente Petrobras, amortecendo a pressão negativa desencadeada por preocupações com uma escalada no conflito no Oriente Médio.

Notícias sobre discussões envolvendo a abertura do Estreito de Ormuz, que transporta cerca de um quinto do consumo de petróleo do mundo, também ajudaram na melhora dos mercados, após o presidente dos Estados Unidos dizer que as operações militares contra o Irã serão intensificadas nas próximas semanas.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,05%, 188.052,02 pontos, após ajustes, depois de marcar uma mínima de 185.213,54 pontos (-1,46%). No melhor momento ⁠da sessão, chegou a 189.250,57 pontos (+0,69%). Na semana, acumulou alta de 3,58%.

O volume financeiro no pregão desta quinta-feira somou R$24,64 bilhões, abaixo do volume ‌médio diário do ano, de R$35,58 bilhões, com agentes financeiros também considerando o feriado na sexta-feira.

"Vamos atingi-los com muita força nas próximas duas ou três semanas. Vamos levá-los de volta à Idade da Pedra, que é o lugar deles", afirmou Donald Trump, na noite de quarta-feira, referindo-se ‌ao Irã e minando expectativas de um fim rápido na guerra que começou em ‌28 de fevereiro.

Trump também disse que os EUA não precisam do Estreito de Ormuz - que está praticamente fechado desde o começo ⁠do conflito - e desafiou os aliados que dependem do petróleo na região a trabalharem para reabri-lo, o que adicionou preocupações sobre a abertura da via.

A notícia de que o Irã está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito de Ormuz, no final da manhã desta quinta-feira, trouxe algum alento, assim como a revelação pelo Reino Unido de que cerca de 40 países também estão discutindo uma ação conjunta para reabrir o Ormuz.

O barril do petróleo Brent reduziu razoavelmente a alta, mas depois retomou o fôlego, fechando com avanço de 7,78%, a ‌US$109,03. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, afastou-se das mínimas e fechou com acréscimo de 0,11%.

Na visão do sócio-fundador da Ciano ‌Investimentos Lucas Sigu, a bolsa brasileira experimentou uma ⁠acomodação após desempenho mais forte nas ⁠últimas sessões, mas o fato de ter encerrado distante da mínima mostra que há uma "alta reprimida" no pregão brasileiro, que segue como destino de estrangeiros.

Dados da ⁠B3 mostram que março fechou com um saldo positivo de capital externo de quase ‌R$11,7 bilhões, ampliando a entrada líquida no ano ‌para cerca de R$53,4 bilhões.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN avançou 1,65% e PETROBRAS ON subiu 2,25%, sustentadas pelo salto do preço do petróleo no exterior, embora a ausência de sinais sobre reajustes de preços de combustíveis pela estatal tenha evitado um movimento mais robusto. No setor, PRIO ON valorizou-se 5,68%, tendo ainda no radar dados de produção do primeiro trimestre, enquanto PETRORECONCAVO ON avançou 0,74% e BRAVA ⁠ENERGIA ON subiu 3,28%.

- ITAÚ UNIBANCO PN fechou em queda de 1,21%, contaminada pela aversão a risco, embora distante do pior momento, quando caiu mais de 3%. BRADESCO PN recuou 1,52% e BANCO DO BRASIL ON perdeu 1,02%, mas SANTANDER BRASIL UNIT subiu 0,1%. BTG PACTUAL UNIT caiu 0,57%. Analistas do Itaú BBA reiteraram nesta quinta-feira "outperform" para o BTG, sugerindo aumento de posição nos papéis, bem como elevaram o preço-alvo das units.

- VALE ON subiu 0,66%, revertendo as perdas registradas no começo do ‌pregão, quando foi contaminada pelo viés negativo do exterior, além da queda dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian recuou 1,29%. Também no radar, analistas do Bank of America elevaram a recomendação dos papéis para compra e ⁠o preço-alvo para R$100.

- CYRELA ON recuou 3,51%, entre os destaques negativos, embora tenha se afastado da mínima, quando perdeu quase 6,6%. Analistas do JPMorgan cortaram a recomendação das ações para "neutra" e reduziram o preço-alvo de R$37,50 para R$35,50. O índice do setor imobiliário, que além de construtoras e incorporadoras também inclui papéis de empresas de shopping centers, fechou com declínio de 1,65%.

- RD SAÚDE ON fechou em baixa de 3,95%, no segundo pregão seguido de queda. Na véspera, após o fechamento do mercado, a rede de varejo farmacêutico anunciou que seu conselho de administração aprovou R$150,4 milhões em juros sobre capital próprio, que terá como base a posição acionária de 3 de abril. O pagamento será efetuado em dezembro deste ano.

- HAPVIDA ON avançou 1,34%, em pregão marcado pela repercussão da carta da gestora Squadra à companhia com pedido de adoção do processo de voto múltiplo na eleição dos membros do conselho de administração em assembleia de acionistas no dia 30 de abril. A Hapvida disse que poderá a assembleia "poderá ser realizada com a adoção de tal processo". Na carta, a Squadra, que tem um participação de 6,98% do capital votante, ainda cobra uma reformulação do conselho de administração, simplificação do negócio e desinvestimentos.

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