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Ibovespa fecha em queda com exterior e de olho em pesquisas eleitorais

14 out 2026 - 17h07
(atualizado às 17h53)
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Resumo
O Ibovespa recuou 0,18%, aos 206.505,98 pontos, acompanhando as bolsas de Nova York após dados de inflação dos EUA elevarem os temores de novas altas de juros pelo Fed. No cenário doméstico, o mercado operou com cautela à espera de nova pesquisa eleitoral da Quaest para a Presidência. As perdas do índice foram limitadas pela valorização da Petrobras, impulsionada pelo petróleo no exterior, enquanto o setor bancário e a Vale registraram quedas e pressionaram negativamente a sessão.

O Ibovespa encerrou a quarta-feira em ‌queda, em linha com as perdas das bolsas de Nova York, após dados de inflação dos Estados Unidos elevarem temores de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve.

Localmente, investidores aguardam a divulgação de nova pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial, prevista para esta quarta-feira.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,18%, a 206.505,98 pontos, após marcar ⁠203.463,77 na mínima e 207.220,81 na máxima do dia.

O volume financeiro no pregão desta quarta-feira somou ‌R$45,37 bilhões.

Na parte da manhã, os EUA divulgaram que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do país subiu 0,6% no mês passado, após alta de ‌0,4% em agosto. Nos 12 meses até setembro, o ‌índice avançou 3,7%, após alta de 3,4% em agosto.

Economistas consultados pela Reuters previam ⁠que o índice subiria 0,6% no mês e aumentaria 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Depois da divulgação dos números, os rendimentos dos Treasuries de curto e longo prazos dispararam, com os investidores elevando as apostas em nova alta de juros pelo Fed em breve, o que pressionou as bolsas em Nova York e, na sequência, no Brasil. ‌Nesse contexto, o S&P 500 fechou em queda de 1,15%.

No Ibovespa, contudo, a tendência negativa perdeu ‌força ao longo da sessão, ⁠com as ações da ⁠Petrobras puxando o índice, refletindo a alta do preço do petróleo no exterior.

"Pode ser que o mercado ⁠fique numa lateralidade por mais alguns dias", destacou ‌Felipe Sant'Anna, especialista em investimentos ‌do grupo Axia Investing, pontuando que o índice pode ficar entre a faixa de 205 mil a 209 mil pontos.

Apesar da perda de força da queda, a cautela prevaleceu entre os investidores, que aguardam para depois das 18h nova pesquisa Quaest sobre ⁠a disputa pela Presidência. Na terça-feira, outras pesquisas, entre elas uma da BTG/Nexus, mostraram empate técnico no segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"A pesquisa da Quaest hoje pode trazer um equilíbrio melhor para essa balança de indicadores eleitorais", disse Gabriel Felix, especialista de ‌alocação da Blue3 Investimentos.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN subiu 2,22% e PETROBRAS ON avançou 1,94%, enquanto o petróleo Brentfechou em alta de 0,35%.

• ITAÚ UNIBANCO PN recuou 1,41%, com o setor ⁠pressionando negativamente o Ibovespa. BRADESCO PN perdeu 1,12%, BANCO DO BRASIL ON cedeu 0,25% e SANTANDER BRASIL UNIT caiu 2,08%.

• VALE ON recuou 0,66%, em linha com o movimento da commodity no exterior. O contrato de minério de ferro para janeiro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) na China encerrou o pregão diurno com queda de 0,81%, a US$100,72 por tonelada.

• MAGAZINE LUIZA ON caiu 4,49%, tendo liderado as perdas do Ibovespa em boa parte da sessão. Na véspera, o jornal Valor Econômico publicou que a companhia estima ficar com R$7 bilhões da crise na Casas Bahia. Na mesma noite, a empresa divulgou esclarecimento na CVM dizendo que "não comenta" estimativas de terceiros.

• CYRELA ON desvalorizou 4,31%, após a incorporadora e construtora divulgar na véspera prévia operacional que apontou queda tanto em lançamentos quanto em vendas no terceiro trimestre.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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