Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Ibovespa fecha em queda com bancos e perdas em NY após testar 191 mil pontos

23 fev 2026 - 18h05
(atualizado às 18h55)
Compartilhar
Exibir comentários

O Ibovespa registrou novo recorde intradia e superou os 191 mil pontos pela ‌primeira vez durante o pregão desta segunda-feira, mas não sustentou o fôlego e fechou em baixa, pressionado principalmente por uma correção negativa nas ações de bancos, em dia de perdas em Wall Street com incertezas envolvendo a política comercial dos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,88%, a 188.853,49 pontos. Na máxima do dia, chegou a 191.002,54 pontos. Na mínima, marcou 188.525,73 pontos. O volume financeiro somou R$32,29 bilhões.

Wall Street teve uma sessão negativa, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa comercial global de 15%, em resposta à decisão da Suprema ⁠Corte de invalidar um programa tarifário anterior do governo. O S&P 500 fechou em baixa de cerca de 1%.

Trump ainda advertiu nesta segunda-feira os países ‌contra recuo de acordos comerciais recentemente negociados com os EUA, dizendo que ele os atingiria com tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais.

Analistas e estrategistas citaram que o movimento reacendeu incertezas sobre inflação e crescimento global, bem como preocupações comerciais e geopolíticas, e que decisões ligadas ao tema devem ‌adicionar volatilidade nos próximos dias.

Na visão do analista Nícolas Merola, da EQI Research, a política ‌de tarifas dos EUA continuou ditando o tom nos mercados nesta segunda-feira, mas desta vez com um efeito mais negativo, dada atitude ⁠mais combativa de Trump, com um percentual mais elevado e promessa de que continuará usando esses instrumentos.

No caso da bolsa paulista, o clima mais avesso a risco abriu espaço para uma realização de lucros, com o Ibovespa acumulando uma alta de 18,5% neste ano, considerando a pontuação máxima da sessão desta segunda-feira.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN caiu 3,62%, em dia bastante negativo no setor, mas ainda acumula uma valorização de cerca de 21% em 2026. Entre os bancos do Ibovespa, BRADESCO PN perdeu 2,44%, SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 5,69%, BTG PACTUAL UNIT recuou 2,52% e BANCO DO BRASIL ON cedeu 0,59%.

- PETROBRAS ‌PN avançou 1,63%, resistindo ao enfraquecimento dos preços do petróleo no exterior, embora tenha reduzido a alta, que chegou a mais de 3% no melhor momento, ‌registrando um recorde intradia, a R$39,25. PETROBRAS ON ⁠subiu 1,95%. No mercado internacional, o barril ⁠sob o contrato Brent fechou com declínio de 0,38%.

- VALE ON fechou em alta de 0,67%, em mais um pregão sem o referencial do mercado chinês, com ⁠feriado naquele país. A mineradora divulgou nesta segunda-feira estimativa de investimentos de US$3,5 bilhões em projetos de ‌cobre em Carajás (PA) no período de 2026 ‌a 2030 e atualizou estimativas de sensibilidade de fluxo de caixa livre.

- VIBRA ENERGIA ON recuou 4,87%, tendo de pano de fundo uma explosão em um de seus tanques de armazenamento de etanol em Volta Redonda (RJ) no fim de semana. O Itaú BBA também destacou em relatório dados preliminares da ANP sobre vendas de combustíveis em janeiro, apontando perda de participação pelas três maiores distribuidoras, em conjunto.

- TELEFÔNICA BRASIL ⁠ON avançou 3,27%, após o balanço do quarto trimestre mostrar lucro e Ebitda acima do esperado por analistas, enquanto a receita líquida da companhia, que opera sob a marca Vivo, cresceu 7%. O grupo de telecomunicações também anunciou um novo programa de recompra de ações e uma proposta de redução de capital.

- SMARTFIT ON fechou em queda de 3,26%, em pregão marcado por operação pela qual o Patria Investimentos vendeu a participação remanescente na rede de academias de ginástica. A venda realizada pelo Fundo V de private equity e ‌de coinvestidores movimentou R$890 milhões.

- BRASKEM PNA caiu 3,46%, no segundo pregão de queda seguido. No final da sexta-feira, a petroquímica informou que a Braskem Idesa -- joint-venture entre a empresa brasileira e a mexicana Idesa -- anunciou o não pagamento de juros programado para o dia 20 de fevereiro ⁠referente às suas notas seniores garantidas com vencimento em 2032.

- NATURA ON cedeu 0,74%, com o noticiário destacando acordo para encerrar em definitivo um caso envolvendo a Avon nos EUA mediante o pagamento de US$67 milhões. A Natura afirmou que o impacto financeiro do desembolso será majoritariamente compensado pelos US$22 milhões da venda da Avon Card e 26,9 milhões de euros da venda da Avon Rússia.

- RAÍZEN PN avançou 5%, após renovar mínimas históricas na última sexta-feira, chegando a R$0,58 no pior momento do pregão. Investidores seguem enxergando um cenário desafiador envolvendo os preços de açúcar e etanol, enquanto monitoram potenciais medidas da companhia para melhorar sua estrutura de capital.

- COSAN ON avançou 1,07%, tendo no radar divulgação pela companhia de que avalia a realização de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da sua controlada Compass Gás e Energia.

- DESKTOP ON, que não faz parte do Ibovespa, desabou 14,65%, ampliando as perdas e chegando a cair mais de 23% no pior momento, após a Reuters noticiar que as negociações para a venda da provedora de internet para a Claro perderam força devido a divergências sobre preços e termos contratuais.

- AZUL, que não faz parte do Ibovespa, cedeu 1,7%, revertendo o tom mais positivo visto em boa parte da sessão, após anunciar na sexta-feira a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Na máxima do dia, a ação chegou a subir mais de 46%.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade