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Heineken cortará até 6.000 empregos devido à queda na demanda por cerveja

11 fev 2026 - 06h38
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A Heineken anunciou nesta quarta-feira que irá ‌cortar até 6.000 postos de trabalho de sua força de trabalho global e definir expectativas mais baixas para o crescimento dos lucros em 2026 do que no ano anterior, uma vez que a cervejeira holandesa e seus concorrentes enfrentam uma fraca demanda.

Logotipo da cerveja Heineken em um caminhão de entrega em Nijmegen, Países Baixos, em 21 de março de 2023. REUTERS/Piroschka van de Wouw
Logotipo da cerveja Heineken em um caminhão de entrega em Nijmegen, Países Baixos, em 21 de março de 2023. REUTERS/Piroschka van de Wouw
Foto: Reuters

Os cortes ⁠de pessoal representam quase 7% da força de trabalho global ‌de 87.000 funcionários da segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado, que está em busca de um novo ‌presidente-executivo após a renúncia surpresa de Dolf ‌van den Brink em janeiro.

A fabricante das cervejas Tiger ⁠e Amstel, além da cerveja lager que leva seu nome, prometeu entregar um crescimento maior com menos recursos, na tentativa de acalmar os investidores insatisfeitos que afirmam que ela ficou para trás em termos de eficiência.

Ao mesmo tempo, as vendas em todo ‌o setor estão caindo devido às dificuldades financeiras dos consumidores e às ‌recentes condições climáticas adversas.

A ⁠rival Carlsberg anunciou que ⁠cortaria empregos, enquanto outras fabricantes de cerveja e bebidas alcoólicas também estão ⁠cortando custos, vendendo ativos e ‌diminuindo a produção após ‌anos de vendas lentas.

As ações da Heineken subiam 4%, tendo subido cerca de 7% desde o final de 2025.

IMPULSO À PRODUTIVIDADE

A Heineken afirmou que sua iniciativa de produtividade irá ⁠gerar economias e reduzir seu quadro global de funcionários em 5.000 a 6.000 postos nos próximos dois anos.

"Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e poder investir no crescimento", disse o diretor financeiro Harold van den ‌Broek em uma teleconferência com a mídia para anunciar os resultados anuais da empresa.

Parte dos cortes se concentraria na Europa ou ⁠em mercados não prioritários com menos perspectivas de crescimento, disse ele, e parte também resultaria de iniciativas anunciadas anteriormente voltadas para a rede de fornecimento, a sede e as unidades de negócios regionais da Heineken.

A Heineken espera um crescimento mais lento dos lucros para 2026, entre 2% e 6%, contra o crescimento de 4% a 8% previsto para 2025. A Carlsberg também previu um crescimento dos lucros para 2026 na mesma faixa na semana passada.

A Heineken também divulgou um lucro operacional orgânico anual acima das previsões, que cresceu 4,4% em 2025, contra as expectativas dos analistas de 4%.

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