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Governo não discute mudar regra de aumento do salário mínimo e benefícios previdenciários, diz Durigan

6 ago 2026 - 10h44
(atualizado às 11h05)
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O ministro da Fazenda, ‌Dario Durigan, disse nesta quinta-feira que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguirá ajustando as contas públicas em um eventual novo mandato, mas não está discutindo mudanças na regra de aumento real do ⁠salário mínimo ou nos reajustes de benefícios previdenciários.

Atualmente, o ‌salário mínimo é reajustado anualmente considerando a inflação do ano anterior e o crescimento do Produto Interno ‌Bruto (PIB) de dois anos antes, mas ‌a alta real é limitada a 2,5%, teto ⁠de crescimento das despesas do arcabouço fiscal.

Técnicos do governo já declararam que o governo estuda a possibilidade de baixar o limite anual de crescimento das despesas federais estabelecido pelo arcabouço fiscal, com menções a uma redução ‌do teto de 2,5% para 1,5% ao ano. Uma ‌confirmação dessa medida ⁠automaticamente limitaria ⁠os reajustes do salário mínimo.

"Nós não estamos discutindo essa vinculação, esse ⁠aumento real do salário ‌mínimo", disse o ministro ‌em entrevista à GloboNews, acrescentando que também não há discussão no momento sobre uma eventual desvinculação de benefícios previdenciários.

Ele ponderou que medidas fiscais serão debatidas ⁠por Lula e sua equipe após a conclusão das eleições de outubro, quando o presidente petista buscará a reeleição.

"Há uma série de cenários que devem ser discutidos com o presidente ‌assim que a gente passar o período eleitoral, porque os desafios seguem existindo", disse.

Durigan afirmou que o governo ⁠tem compromisso de melhora do resultado fiscal e de aprimoramento das contas públicas, apontando o nível dos juros no país como o principal responsável pelo crescimento da dívida pública.

"Não há descontrole fiscal, não há crise fiscal, há sim um desafio, e é importante reconhecer, de endereçar a questão dos juros para diminuirmos o endividamento", afirmou.

De acordo com o ministro, em um eventual novo mandato, o governo buscará um esforço fiscal de mesma magnitude do ajuste feito até o momento.

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