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Governo contraria especialistas e fala em alta no PIB de 1%

Dado faz parte de nota técnica elaborada pelo Ministério da Economia; segundo documento, PIB do Brasil fica apenas atrás do Chile

19 out 2021 05h23
| atualizado às 07h11
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Para o Ministério da Economia, inciativas do governo no combate à pandemia ajudaram a economia.
Para o Ministério da Economia, inciativas do governo no combate à pandemia ajudaram a economia.
Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil / Estadão

No momento em que a trajetória de retomada do crescimento é colocada em dúvida por economistas de fora do governo, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia elaborou uma nota técnica para defender que o Brasil teve um dos melhores desempenhos do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 e 2021, apesar da pandemia.

Segundo o órgão, se contabilizadas a queda no ano passado e a alta esperada para este ano, o biênio registrará um avanço de 1%, ficando apenas atrás do Chile (2%). Os dados constam na nota técnica "Uma breve reflexão sobre o desempenho econômico Brasileiro diante da crise da covid-19", que será divulgada hoje.

Os dados coletados pela SPE observam a queda de 4,1% observada no ano passado mais a projeção para 2021 (alta de 5,3%). Para os demais países, também foi usado o dado verificado em 2020 e projeções de mercado para este ano.

"Houve uma queda do PIB bem menor do que se previa inicialmente e tem uma recuperação mais rápida do que o esperado. Temos o final desses dois anos com um saldo positivo", afirma o subsecretário de Política Fiscal da SPE, Erik Figueiredo. Segundo ele, o saldo é "expressivo" na comparação com outros países.

Para a SPE, os resultados mostram que a estratégia do governo para combater a pandemia, com o lançamento do auxílio emergencial e programas para evitar demissões de trabalhadores, além de medidas de ampliação do acesso ao crédito, foram essenciais para a economia do País. A condução do governo na frente sanitária, porém, tem sido criticada.

Estadão
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