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Geely enviará os primeiros elétricos Lotus ao Canadá em julho, sob acordo Carney-Xi, diz embaixador

27 jun 2026 - 15h19
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Os veículos elétricos da marca Lotus, pertencente ao Geely Holding Group, chegarão ao Canadá no próximo mês, sob um acordo entre o primeiro-ministro Mark Carney e o presidente chinês Xi Jinping, informou o embaixador da ⁠China no Canadá, Wang Di, à Reuters na sexta-feira.

Esses serão ‌os primeiros veículos de propriedade e fabricação chinesas a serem comercializados no âmbito de um acordo que ‌permite a entrada de até ‌49 mil veículos elétricos chineses no Canadá anualmente ⁠com alíquota tarifária reduzida, enquanto Carney busca diversificar o comércio do Canadá para além dos Estados Unidos.

"Os veículos elétricos da Geely chegarão ao Canadá no próximo mês e haverá uma cerimônia quando os carros forem entregues ‌em Montreal", disse Wang.

A Lotus Cars não respondeu a um ‌pedido de comentário.

O ⁠Ministério das ⁠Relações Exteriores do Canadá informou que não comentaria sobre remessas específicas ⁠por motivos de confidencialidade ‌comercial.

Wang disse que outras ‌marcas chinesas, como a Chery e a BYD , estão coordenando com órgãos do governo canadense para concluir as etapas necessárias antes de poderem enviar seus veículos ⁠para o Canadá. Alguns carros chegaram mais cedo para que as empresas pudessem testá-los em condições canadenses, segundo afirmaram autoridades canadenses anteriormente.

A vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, disse recentemente ‌à Reuters que a empresa provavelmente iniciará as vendas no próximo ano. A Tesla, com sede nos Estados ⁠Unidos, já importou veículos fabricados na China para o Canadá.

O Canadá também pretende atrair joint ventures e investimentos para a cadeia de suprimentos de veículos elétricos do país.

Wang disse que os fabricantes chineses de veículos elétricos estão interessados em estabelecer joint ventures, mas que, primeiro, se concentrariam em aumentar as vendas e avaliar a demanda do mercado.

A decisão de Carney de permitir a importação de veículos elétricos chineses enfrentou críticas de algumas autoridades e parlamentares dos EUA.

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