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Filha do "rei da orla" quer franquear negócio criado na pandemia; entenda

27 jun 2026 - 11h47
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João Barreto começou com uma carrocinha na praia e influenciou a filha a transformar criatividade em negócio.
João Barreto começou com uma carrocinha na praia e influenciou a filha a transformar criatividade em negócio.
Foto: Suno

Empreendedorismo pode começar em uma carrocinha de cachorro-quente ou em uma empresa criada no meio da pandemia. No caso da família Barreto, as duas histórias se cruzam: João Barreto, fundador da Orla Rio e conhecido pela trajetória ligada aos quiosques da orla carioca, começou na praia nos anos 1960; décadas depois, sua filha, Gigi Barreto, tenta transformar criatividade em um negócio escalável.

João Barreto iniciou sua trajetória com uma carrocinha de cachorro-quente na Barra da Tijuca, em 1962. O negócio deu origem à Orla Rio, empresa que hoje administra 309 quiosques em 34 quilômetros do litoral carioca.

A influência do pai aparece diretamente na forma como Gigi fala sobre negócios. Dos 14 aos 23 anos, ela acompanhou João Barreto no trabalho e diz ter aprendido ali uma das principais lições para empreender: entender o cliente antes de vender qualquer coisa. "Meu pai me ensinou a olhar para as pessoas e entender suas histórias", afirma.

Da praia à economia criativa

Cenógrafa de formação, Gigi criou a CasaVidaCenário em 2020, quando a pandemia paralisou os palcos e o setor de eventos. A saída foi adaptar sua experiência com cenografia para dentro das casas, transformando histórias pessoais em projetos de interiores.

Segundo ela, a empresa já realizou 110 casas em 20 capitais e seis países. A proposta combina personalização, reaproveitamento de peças, economia circular e brasilidade. Para Gigi, o valor do negócio não está apenas no produto final, mas na capacidade de entregar algo exclusivo e difícil de copiar. "Todo mundo tem um trunfo. O meu trunfo é a exclusividade", afirma.

Talento sem gestão não paga conta

Apesar do discurso ligado à criatividade, Gigi evita tratar o tema como inspiração abstrata. Para ela, talento só vira empresa quando passa por preço, imposto, equipe, prazo, caixa e planejamento.

"Talento sem gestão não paga conta", diz. A frase resume o principal ponto de interesse para o investidor: negócios criativos também precisam provar margem, recorrência, diferenciação e capacidade de escala. Na visão de Gigi, marcas que não criam comunidade correm o risco de virar apenas mais uma opção no mercado.

Durante a masterclass O Negócio da Criatividade, realizada no Teatro FAAP, em São Paulo, Gigi e João Barreto falaram sobre dinheiro, erro, gestão e construção de valor. No encontro, também foi anunciado o plano de franquear a CasaVidaCenário, movimento que marca uma nova fase da empresa.

A expansão será um teste para transformar um serviço autoral em modelo replicável, sem perder identidade e padrão de entrega. Para Gigi, esse é o ponto em que empreendedorismo deixa de ser apenas talento e passa a depender de método, gestão e escala.

Suno
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