Fundos imobiliários apertam ritmo e IFIX emenda terceiro recorde em maior alta do ano
O mercado de fundos imobiliários acelerou o ritmo de alta nesta terça-feira (6), e o IFIX emendou a terceira máxima histórica consecutiva, com seu maior índice de valorização para um só dia e superando pela primeira vez a barreira simbólica de 3.790 pontos.
A principal alta do dia entre os 113 componentes do IFIX ficou com o XPSF11, um fundo de fundos (FOF), que subiu 2,92% e fechou em R$ 6,70. O FII da XP Asset surpreendeu ao liderar a comercialização de cotas, com mais de 2,4 milhões de unidades negociadas ao longo da sessão, ante uma média diária de pouco mais de 220 mil cotas em novembro.
O TRBL11, FII de imóveis logísticos, veio em seguida, com avanço de 2,32%, cotado ao fim do pregão a R$ 66,65. Na ponta negativa, o JSCR11 teve a maior queda, de 2,73%, com fechamento em R$ 8,21. O KORE11, de imóveis corporativos, terminou negociado a R$ 70,04, recuo de 1,56%.
Entre os FIIs de maior liquidez, o MXRF11 fechou estável, em R$ 9,52, e o CPTS11 recuou 0,13%, com fechamento em R$ 7,82. O BTLG11, que foi o fundo mais negociado em novembro, fechou em alta de +0,18%, R$ 103,70
Fundos imobiliários sobem e IFIX tem maior alta do ano
O IFIX renovou mais uma vez a máxima histórica, ao fechar o pregão em 3.788,45 pontos, alta de 0,15% em relação à véspera e melhor resultado proporcional desde o rali da semana do Natal, quando o índice emendou três valorizações acima de 0,50%.
Ao longo do dia, com a cotação sempre em patamar positivo, o índice de FIIs superou duas vezes a máxima intradia, batendo a barreira simbólica dos 3.790 pontos, mas cedeu ao longo da tarde e acabou fechando um pouco abaixo.
IFIX — resumo do dia 06/01/2026
- Fechamento: 3.788,45 pontos (+0,15%)
- Mínima: 3.782,93 (0,00%)
- Máxima: 3.790,96 (+0,21%)
- Acumulado da semana: +0,25%
- Acumulado do mês: +0,35%
- Acumulado do ano: +0,35%
A carteira teórica do IFIX é modificada a cada quatro meses pela B3 e foi atualizada nesta segunda-feira (5), com 113 fundos imobiliários: GRUL11, RECT11, RPRI11 e VIUR11 passaram a compor o índice, enquanto AIEC11, AJFI11 e ARRI11 foram retirados. A seleção, que leva em conta fatores como valor patrimonial, regularidade no pagamento de dividendos e liquidez das cotas, vale até o fim de abril.