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Focus: economistas elevam projeção da inflação para 6,43%

Expansão do PIB, por outro lado, foi reduzida de 1,69% para 1,62%

19 mai 2014
09h03
atualizado às 09h49
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Economistas de instituições financeiras voltaram a elevar a projeção para a inflação neste ano, ao mesmo tempo em que reduziram a estimativa para o crescimento econômico e deixaram inalterada a perspectiva para a política monetária.

Moedas de Real fotografadas no Rio de Janeiro. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2014 foi reduzida a 3,8 por cento, ante 4 por cento, no texto do Orçamento que será votado pelo Congresso Nacional nesta terça-feira, enquanto a estimativa de inflação foi a 5,8 por cento, acima dos 5 por cento esperados até então. 15/10/2010
Moedas de Real fotografadas no Rio de Janeiro. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2014 foi reduzida a 3,8 por cento, ante 4 por cento, no texto do Orçamento que será votado pelo Congresso Nacional nesta terça-feira, enquanto a estimativa de inflação foi a 5,8 por cento, acima dos 5 por cento esperados até então. 15/10/2010
Foto: Bruno Domingos / Reuters

A pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mostrou que a projeção para o índice de inflação oficial, o IPCA, neste ano agora é de 6,43%, ante 6,39% na semana anterior. Com isso, a projeção volta a se aproximar do teto da meta do governo, que é de 4,5% pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.

Embora a inflação tenha desacelerado em abril para 0,67% sobre o mês anterior, ela permanece em níveis elevados e vem prejudicando o consumo no país. Em março, as vendas varejistas recuaram 0,5% sobre o mês anterior, afetadas pelos preços elevados. 

O Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, vê o IPCA estourando o teto da meta este ano, a 6,62%, ainda que 0,07 ponto percentual abaixo da pesquisa anterior. Para 2015, o Focus aponta expectativa de inflação de 6%, inalterada ante a pesquisa anterior, enquanto nos próximos 12 meses os economistas veem o indicador a 5,88%, também sem mudanças.

Crescimento
Em relação à economia, os economistas reduziram a perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 a 1,62%, ante 1,69% na semana anterior.

Ao longo dos três primeiros meses deste ano, a atividade perdeu fôlego, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), que recuou 0,11% em março sobre fevereiro.

Por outro lado, os economistas consultados no Focus elevaram a projeção para a expansão do PIB em 2015 em 0,10 ponto percentual, a 2%.

Já as perspectivas para a política monetária não mudaram, em meio às indicações já dadas pelo próprio BC de que não deve elevar o juro básico este mês, movimento que ganhou força com o enfraquecimento das vendas varejistas em março.

Dessa forma, os economistas consultados no Focus mantiveram a perspectiva de manutenção da Selic em 11% na reunião dos dias 27 e 28 do Comitê de Política Monetária (Copom). E também não sofreu alteração a perspectiva de que a Selic encerrará o ano a 11,25%, com uma alta de 0,25 ponto percentual em dezembro. Já o Top-5 de médio prazo projeta a taxa básica de juros este ano a 11,50%, ante 11,75% na semana anterior.

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