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Fatia da American Airlines na Azul é o 2º maior investimento do grupo no mundo; companhia detém 7,9%

Fica atrás apenas dos 20,8% na Republic Airways, operadora de voos regionais da própria companhia nos Estados Unidos; americana fez aporte de US$ 100 milhões na brasileira

22 out 2026 - 21h10
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Resumo
A American Airlines adquiriu 7,9% da Azul por cerca de US$ 100 milhões, tornando o aporte o segundo maior investimento da aérea em outras empresas e elevando sua carteira global para US$ 500 milhões. A operação gerou recurso da Abra, dona da Gol e Avianca, no Cade, apontando concentração de mercado, já que a United Airlines também detém 8% da companhia brasileira. A Azul, que reestruturou dívidas recentes ao sair do Chapter 11, afirmou que só comentará o caso via fato relevante ao mercado.

A fatia de 7,9% que a American Airlines passou a ter na Azul nesta semana deve ficar entre os maiores investimentos da companhia aérea americana em outras empresas. O aporte, de cerca de US$ 100 milhões, é equivalente ao valor da participação de 1,5% na China Southern Airlines, registrada por US$ 104 milhões no balanço de 30 de setembro. Fica atrás apenas dos 20,8% na Republic Airways, operadora de voos regionais da American nos Estados Unidos, avaliada em US$ 187 milhões.

Os números constam do formulário trimestral (10-Q) da American, divulgado nesta quinta-feira, 22, com o balanço do terceiro trimestre. No fim de setembro, a companhia somava US$ 408 milhões em participações em outras empresas. Além da Republic e da China Southern, há US$ 117 milhões em outros investimentos, a maior parte na JetSMART, aérea de baixo custo chilena.

Com base na fotografia de setembro dos investimentos da American, divulgada nesta quinta-feira, a entrada na Azul levaria a carteira a cerca de US$ 500 milhões, o que representaria aproximadamente um quinto do total em participações em outras empresas.

O caso chegou ao tribunal após recurso da Abra, controladora de Gol e Avianca. A empresa argumentou que a Azul passaria a reunir em seus órgãos de governança dois dos principais concorrentes nas rotas entre Brasil e EUA: a American e a United Airlines, que também tem cerca de 8% da Azul. Segundo a Superintendência-Geral do Cade, as três empresas somam entre 50% e 70% da rota São Paulo-Miami.

Nenhum dos documentos da American cita a Azul. O real aparece apenas como a principal exposição cambial da companhia entre as moedas latino-americanas.

A Azul deixou o Chapter 11 em fevereiro, após quase nove meses de reestruturação. No período, reduziu a alavancagem (dívida líquida sobre Ebitda) de 4,9 vezes para 2,5 vezes e cortou em mais de 50% os juros anuais pagos sobre empréstimos e financiamentos. Para concluir o processo, emitiu US$ 1,375 bilhão em dívida e recebeu US$ 950 milhões em capital, dos quais US$ 100 milhões da United.

Procurada, a Azul disse que se comunicaria sobre o investimento realizado pela American Airlines apenas por meio de fato relevante, divulgado ao mercado.

Estadão
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