Entidade global considera o X uma "preocupação significativa para a indústria musical"
IFPI aponta plataformas como grandes fontes de infração em lista de vigilância para 2026
A IFPI apontou o X e o Discord como grandes preocupações para a indústria musical em relatório enviado à União Europeia sobre pirataria. A federação denuncia que o X hospeda conteúdos ilegais e materiais vazados, além de ter postura instável em remoções e cobrar pelo acesso à sua API de monitoramento. Já o Discord foi criticado por abrigar comunidades dedicadas à troca de faixas não lançadas e ao uso não autorizado de clones de inteligência artificial.
A IFPI, organização que representa a indústria musical global, apontou o X (anteriormente Twitter) e o Discord como plataformas preocupantes para a pirataria musical. A crítica faz parte de uma contribuição recente à consulta pública da União Europeia sobre a Lista de Vigilância de Pirataria e Contrafação, focando nas principais fontes de infração previstas para 2026. As informações são do Music Ally.
O documento, divulgado pelo TorrentFreak, abrange diversas frentes de pirataria, incluindo serviços de extração de áudio de streaming, servidores de armazenamento de arquivos e serviços de torrent. Além disso, o relatório da IFPI dedica atenção à inteligência artificial, à fraude em streaming e, especificamente, ao X e ao Discord.
A IFPI explicou que o X permanece uma "preocupação significativa" para o setor musical, sendo amplamente utilizado para o compartilhamento de conteúdo ilegal. Isso inclui áudio e vídeo hospedados em servidores, links para serviços externos ilegais, bem como material de pré-lançamento, conforme detalhado no processo.
A entidade também observou que a disposição do X em cumprir as regras de remoção de conteúdo é "variável".
"O X continua sendo uma preocupação significativa para a indústria musical, pois é amplamente utilizado para compartilhar conteúdo musical ilegal, incluindo áudio e vídeo hospedados em servidores, links para serviços externos ilegais... e material de pré-lançamento", disse um comunicado da IFPI.
Além disso, a IFPI apontou que a disposição da X para cumprir as regras de remoção de conteúdo é "variável" e destacou que a empresa "cobra dos detentores de direitos pelo acesso à API necessário para buscar conteúdo infrator em larga escala, enquanto continua a se beneficiar de uma plataforma na qual ocorrem grandes volumes de infrações repetidas".
O Discord também foi alvo de críticas no relatório, sendo descrito como uma "séria preocupação para a indústria musical". A plataforma é utilizada para a criação de comunidades focadas na troca de músicas pirateadas, incluindo pré-lançamentos, e também para a disseminação de clones de IA sem licença, segundo a IFPI.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.