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Eleições e payroll colocam mercados em modo cautela

Pesquisa Datafolha mostra Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados

2 out 2026 - 09h37
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Resumo
A reta final da eleições foi marcada pelo cancelamento do debate da TV Globo. O encontro foi suspenso após decisões judiciais tomadas pouco antes da transmissão. O TSE determinou a retirada do púlpito destinado a Lula, que já havia comunicado que não participaria, enquanto o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão de Renan Santos. Flávio Bolsonaro também havia anunciado que não compareceria.
Foto: Manoella Mello / Globo

O mercado brasileiro chega ao último pregão antes do primeiro turno das eleições, nesta sexta-feira (2), com os investidores reduzindo a exposição ao risco diante das incertezas no cenário político. A disputa eleitoral deve continuar influenciando a precificação dos ativos, enquanto a agenda externa acrescenta outro ponto de atenção: o relatório de emprego dos Estados Unidos, payroll, que pode mexer com as expectativas para os juros americanos.

No cenário doméstico, a pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (1º) mostrou Lula (PT) com 42% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL). Na rodada anterior, realizada em 24 de setembro, os candidatos tinham 40% e 36%, respectivamente. A diferença permaneceu em quatro pontos percentuais, dentro da margem de erro de dois pontos.

A reta final da campanha também foi marcada pelo cancelamento do debate presidencial da TV Globo. O encontro foi suspenso após decisões judiciais tomadas pouco antes da transmissão. O TSE determinou a retirada do púlpito destinado a Lula, que já havia comunicado que não participaria, enquanto o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão de Renan Santos. Flávio Bolsonaro também havia anunciado que não compareceria.

A emissora declarou que as decisões judiciais geraram “insegurança jurídica” e afetaram sua autonomia para organizar o encontro. Flávio criticou as determinações e convocou seus apoiadores a participarem da votação de domingo (4).

No exterior, o foco se volta para o payroll de setembro, principal indicador econômico da agenda desta sexta-feira, ajudando a medir a atividade dos Estados Unidos e podem alterar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). A projeção é de criação de 89 mil vagas no mês, abaixo das 162 mil registradas em agosto. Dependendo da intensidade do resultado, Treasuries, dólar e ativos de risco podem reagir às mudanças nas apostas para a política monetária americana.

No mercado de commodities, o petróleo volta a operar abaixo de US$ 100 por barril. A queda ocorre em meio às discussões na União Europeia sobre a liberação de estoques adicionais de diesel, medida voltada a ampliar a oferta e aliviar a pressão sobre os preços dos combustíveis. No início da manhã, o WTI para novembro recuava 3,92%, a US$ 89,23 por barril. O Brent para dezembro caía 2,39%, a US$ 99,86.

A movimentação ocorre ainda em meio à pressão do governo Trump sobre os países europeus para que utilizem parte de suas reservas. Segundo a Reuters, Washington teria alertado Alemanha e França sobre a possibilidade de restringir exportações americanas de diesel caso a liberação dos estoques não avance..

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