Economista-chefe do Itaú deixa cargo após dez anos por atingir idade-limite; entenda
Mario Mesquita fez 60 anos em setembro de 2025 e seu mandato termina em abril; banco ainda não escolheu substituto
DAVOS - O economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita, vai deixar o posto em abril, após dez anos no banco. O novo nome para o cargo está em processo de escolha pela instituição.
A saída de Mesquita se dá por uma regra do Itaú, que não permite executivos acima de 60 anos no cargo de diretor estatutário, como é o caso do economista-chefe. Ele atingiu essa idade em setembro de 2025 e o mandato no posto termina em abril deste ano.
"Não tenho dúvida de que o banco terá condição e capacidade de atrair o melhor talento possível", contou Mesquita em conversa com jornalistas. O antecessor de Mesquita foi Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central.
O economista disse que não pretende ficar parado. "Gosto do que eu faço, gosto de mercado, de macroeconomia", afirmou.
Pelas regras, Mesquita não pode ser renomeado diretor estatutário do banco, mas poderia atuar em outra função no conglomerado.
Segundo o economista, há várias conversas acontecendo. "Não posso entrar em detalhes, mas gosto muito do banco, do ecossistema do banco."