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Durigan nega que Desenrola criará cultura de calote e diz que programa poderá incluir informais

Ministro confirmou que governo estuda uma segunda rodada da iniciativa para adimplentes com dívidas de juros altos

6 mai 2026 - 09h06
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BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira, 6, que Novo Desenrola é continuidade de processo iniciado na primeira versão do programa e que ele não criará uma cultura de pessoas não pagarem suas dívidas. Ele participa do programa Bom dia, ministro, da EBC, uma empresa pública controlada pelo governo federal.

"A gente começou a lidar com endividamento pós-pandemia, pré-governo Lula, e agora nós vamos terminar esse processo. Não é um processo que vai durar, por isso a mobilização de 90 dias para você renegociar sua dívida. Não é para deixar para um segundo momento, é preciso pagar as nossas dívidas", afirmou.

Segundo ele, o setor financeiro aponta que a inadimplência é o principal fator do spread dos bancos e agora o governo está tentando reduzir esse fator. Ele foi enfático ao dizer que o programa como o Novo Desenrola não vai se repetir.

Durigan declarou que o problema para começar a rodar o programa pelos bancos foi um "ruído" que já foi resolvido, com todos os bancos operando.

Segunda rodada

O ministro disse que o governo estuda uma segunda rodada do Desenrola para adimplentes com dívidas de juros altos. Além disso, declarou que está em análise uma linha do programa para os informais, que deve ser anunciada no fim de maio ou no início de junho.

"Ele (o informal) é quem mais toma juros caros no país e nós estamos estudando uma linha pros informais pra ser anunciada no fim de maio, começo de junho", declarou.

"Nós estamos estudando uma segunda rodada para quem está adimplente e tem juros altos. Aqui, seja uma pessoa que é informal, por exemplo, o informal no país, que é um olhar que a gente tem com muito cuidado", completou.

Juros altos

Durigan disse ainda que não é verdade que os juros são altos no Brasil porque o governo gasta muito. Ele afirmou que a taxa de juros é alta, mas é preciso distinguir razões para isso. "Do lado do Ministério da Fazenda, a conta pública tem melhorado ano a ano. Então a gente zerou o déficit em 2024, manteve o déficit zerado em 2025 e estamos mirando superávit a partir de 2026 e 2027", afirmou.

Durigan declarou que os juros elevados explicam o contexto das dívidas da população, mas a inadimplência explica mais o assunto. Para ele, hoje, o que mais pressiona a política monetária é a guerra e as medidas do governo para combustíveis ajudam a política monetária.

"Hoje, o que mais afeta a taxa de juros no país são questões externas. Veja que todo o debate público é a guerra que tem desajustado a economia do mundo, fazendo com que preços aumentem e isso coloca pressão na inflação", completou.

Estadão
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