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Dólar volta a fechar acima de R$5,15 com mercado projetando juro maior nos EUA

5 jun 2026 - 17h16
(atualizado às 17h29)
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O dólar ‌fechou a sexta-feira pós-feriado com alta firme no Brasil e novamente acima dos R$5,15, após dados mostrarem geração de empregos acima do esperado em maio nos Estados Unidos, elevando as apostas de alta de juros pelo Federal Reserve ainda este ano.

A moeda norte-americana à ⁠vista encerrou com alta de 1,76%, aos R$5,1555, maior cotação desde 2 ‌de abril, quando atingiu R$5,1599 na esteira da guerra no Oriente Médio. Na semana, acumulou alta de 2,18% e, no ano, ‌baixa de 6,08%.

Às 17h06, o dólar futuro ‌para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia ⁠1,96% na B3, aos R$5,1910.

O Departamento do Trabalho dos EUA informou pela manhã que foram gerados 172 mil postos de trabalho em maio, bem acima dos 85 mil projetados por economistas ouvidos pela Reuters. O dado de abril foi revisado de 115 mil novas ‌vagas para 179 mil.

O resultado deu força à percepção de que o ‌Federal Reserve tende a ⁠trabalhar com taxas ⁠de juros mais elevadas, ainda mais em um contexto de guerra no Oriente ⁠Médio.

Após a divulgação, os futuros ‌dos Fed Funds chegaram ‌a precificar quase 100% de probabilidade de pelo menos uma elevação de juros nos EUA até o fim deste ano, conforme a ferramenta CME FedWatch.

Em reação, os rendimentos dos Treasuries dispararam, ⁠os preços das ações despencaram e o dólar ganhou força ante as demais divisas -- incluindo o real, que no fim da tarde era a quarta moeda com pior desempenho em todo o mundo, atrás apenas do peso chileno, ‌do sol peruano e do novo shekel israelense.

Em tese, juros maiores nos EUA diminuem o diferencial de taxas a favor do Brasil, ⁠tornando o país menos atrativo ao capital externo.

O cenário de guerra no Oriente Médio tampouco trouxe alívio para as moedas como o real.

Na quinta-feira, o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, rejeitou um novo cessar-fogo no Líbano, enquanto Israel disse que não iria retirar as tropas do país. Essas decisões minam um possível entendimento entre Teerã e Washington, já que o Irã vem considerando o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah como requisito para um acordo de paz com os EUA.

Às 17h14, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,67%, a 100,100.

(Edição de Pedro Fonseca)

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