Dólar tem alta leve com guerra no Irã e pesquisa eleitoral no Brasil no foco
O dólar sustenta leve alta nesta quarta-feira no Brasil, enquanto no exterior a moeda norte-americana também sobe ante outras divisas pares do real, com os investidores ainda cautelosos em relação aos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio.
Na agenda doméstica, destaque para a divulgação às 14h da pesquisa Genial/Quaest com as intenções de voto para a disputa presidencial, que tem potencial de mexer com as cotações.
Às 10h09, o dólar à vista subia 0,26%, aos R$5,1717 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para abril -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,12%, aos R$5,1965.
Na reta final da sessão de terça-feira, o temor de que o Irã possa instalar minas no Estreito de Ormuz -- por onde são transportados 20% do petróleo mundial -- reduziu o otimismo em relação a um possível desfecho rápido da guerra, o que impulsionou as cotações do dólar ante o real.
Nesta quarta-feira, as preocupações em torno da guerra seguem permeando os negócios, após o Irã disparar contra Israel e outros alvos em todo o Oriente Médio. O país também prometeu mirar contra interesses econômicos e bancários ligados aos EUA e a Israel, além de alertar que os preços do petróleo chegarão aos US$200 o barril em função dos ataques.
O petróleo era cotado nesta manhã em torno de US$87 o barril em Nova York e em US$91 em Londres, após notícia de que a Agência Internacional de Energia recomendará a liberação de 400 milhões de barris de petróleo para tentar conter a alta dos preços da commodity.
Neste cenário, o dólar subia ante o real e alguns de seus pares, como rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril.
Na terça-feira, o dólar à vista fechou em leve baixa de 0,14%, aos R$5,1582.
(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)