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Dólar supera R$5,25 impulsionado por preocupações com a guerra

26 mar 2026 - 17h11
(atualizado às 17h23)
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As preocupações ‌com os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio voltaram a impulsionar o dólar ao redor do mundo nesta quinta-feira, com a moeda terminando a sessão no Brasil acima dos R$5,25, mesmo após o Banco Central ter injetado US$1 bilhão no mercado.

Notas de dólar
28/04/2017
REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
Notas de dólar 28/04/2017 REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
Foto: Reuters

O dólar ⁠à vista fechou com alta de 0,70%, aos R$5,2574. No ano, a ‌divisa passou a acumular baixa de 4,22%.

Às 17h06, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro - subia ‌0,57% na B3, aos R$5,2625.

Os rendimentos dos ‌Treasuries e o petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira no ⁠exterior, em função da continuidade dos conflitos no Oriente Médio.

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os negociadores iranianos estavam "implorando" por um acordo, o Irã disse que o plano norte-americano de cessar-fogo está sob análise, mas que não há negociações. Mais tarde, ‌Trump afirmou que o Irã havia permitido que dez petroleiros passassem ‌pelo Estreito de Ormuz.

Neste ⁠cenário, a moeda ⁠norte-americana sustentava ganhos ante divisas de países emergentes como o peso chileno, ⁠o rand sul-africano, o peso ‌mexicano e o real.

No início ‌da tarde, o Banco Central do Brasil realizou dois leilões extraordinários de linha (venda de dólares com compromisso de recompra), com venda total de US$1 bilhão.

Entre profissionais ouvidos pela Reuters, a ⁠percepção é de que o BC atuou no mercado à vista para melhorar a liquidez, em meio à demanda pela moeda para remessas ao exterior.

"Está faltando dólar no mercado à vista. E na falta de liquidez, o BC ‌faz o leilão", comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

Durante entrevista coletiva em Brasília, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, ⁠afirmou que as intervenções da instituição no mercado de câmbio estão seguindo a "orientação de sempre".

Desde que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã começou, no fim de fevereiro, o BC tem promovido algumas operações para minimizar os efeitos do conflito no mercado de câmbio. O BC fez em diferentes datas o "casadão" (venda de dólares à vista simultaneamente à negociação de contratos de swap reverso) e leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra).

No exterior, às 17h12 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,21%, a 99,832.

(Edição de Isabel Versiani)

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