Dólar sobe no Brasil com Oriente Médio no radar
O dólar operava em alta ante o real na manhã desta segunda-feira, enquanto os agentes avaliavam o cenário externo com a trégua no conflito no Oriente Médio, que derrubava os preços do petróleo.
Às 10h08, o dólar à vista tinha variação positiva de 0,25%, aos R$5,0939 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para agosto -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,03%, aos R$5,1010.
As Forças Armadas dos Estados Unidos suspenderam temporariamente seus ataques ao Irã, os quais já duravam duas semanas.
O embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz, disse ao programa "Fox News Sunday" e a outros meios de comunicação norte-americanos que o presidente Donald Trump decidiu suspender os ataques dos EUA para dar mais tempo à diplomacia.
A notícia fez os preços do petróleo despencarem, com o Brent chegando a cair mais de 7%, ficando abaixo de US$90 por barril.
Contudo, mesmo com a pausa nos ataques, o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz permanecia baixo. Os ataques dos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, às instalações petrolíferas sauditas ao longo da costa do Mar Vermelho, outra via navegável vital para o comércio global de petróleo, também mantinham os operadores em alerta.
Nesse contexto, o dólar no exterior se desvalorizava em relação ao iene, a caminho de sua maior queda diária desde 10 de julho, enquanto tinha desempenho misto em relação a moedas emergentes pares do real, como o peso chileno.
Na agenda doméstica, mais cedo, a pesquisa Focus do Banco Central mostrou que as projeções para o câmbio no final de 2026 se mantiveram em R$5,20, enquanto para o final de 2027 houve aumento de R$5,28 na semana anterior para R$5,29.
Nesta semana, a agenda traz os dados de julho do IPCA-15 enquanto, no exterior, as atenções se voltam para a decisão de política monetária do Federal Reserve.
O dólar à vista encerrou a sessão de sexta-feira com baixa de 0,06%, aos R$5,0814.
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