Dólar oscila perto da estabilidade com guerra no Oriente Médio no radar
O dólar abriu a segunda-feira perto da estabilidade ante o real, em uma sessão até o momento de indefinição para a moeda norte-americana também no exterior, onde os investidores seguem monitorando a guerra entre EUA e Irã.
Às 9h12, o dólar à vista caía 0,07%, aos R$5,1074 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para agosto -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,17%, aos R$5,1215.
A Guarda Revolucionária do Irã disse mais cedo ter atacado alvos militares dos Estados Unidos em todo o Oriente Médio, após mais uma noite de bombardeios norte-americanos contra cidades iranianas.
Apesar disso, o petróleo Brent oscilava perto da estabilidade nesta manhã, na faixa dos US$88 o barril, enquanto o dólar tinha sinais mistos ante as demais divisas.
No Brasil, o dólar se mantém perto da estabilidade, em um dia de agenda de indicadores econômicos esvaziada.
Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,20 e para o fim do próximo ano em R$5,28.
Já a taxa básica Selic projetada para o fim de 2026 permaneceu em 14,00%, o que pressupõe mais um corte de 25 pontos-base ainda este ano. Para o encerramento de 2027 a Selic esperada seguiu em 12,00%.
Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil. Hoje o cenário é um pouco diferente em função da perspectiva de alta de juros nos EUA e de nova baixa no Brasil.
O dólar à vista encerrou a sessão de sexta-feira com alta de 0,25%, aos R$5,1109.
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto.
(Edição de Isabel Versiani)
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