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Dólar oscila perto da estabilidade após Datafolha indicar empate entre Lula e Flávio

23 out 2026 - 09h14
(atualizado às 09h56)
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Resumo
O dólar abriu perto da estabilidade ante o real nesta sexta-feira após o Datafolha indicar empate em 50% dos votos válidos entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial. A moeda opera acomodada, cotada a cerca de R$ 5,03, com grande parte do mercado ainda posicionada para uma vitória de Flávio sob a expectativa de disciplina fiscal, contrariando a valorização global da divisa norte-americana no exterior.

O ‌dólar iniciou esta sexta-feira com variações modestas ante o real após nova pesquisa do Datafolha apontar empate numérico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) nos votos válidos na disputa pela Presidência da República.

No exterior, a moeda norte-americana ⁠subia ante boa parte das demais divisas. 

Às 9h37, o dólar à ‌vista avançava 0,01%, a R$5,0388 na venda.

O dólar futuro para novembro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha baixa de 0,32%, ‌aos R$5,0455.

O Datafolha informou na noite ‌de quinta-feira que Lula e Flávio estão empatados com 50% ⁠dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, que acontecerá no próximo domingo. Na semana passada, Flávio tinha 51% e Lula somava 49% dos votos válidos, que não consideram brancos, nulos e indecisos. 

 No primeiro turno, Flávio venceu com 47,03% dos votos ‌válidos, contra 45,16% de Lula.

Considerando as intenções de votos totais, Flávio ‌somou 47% e Lula ⁠teve 46% ⁠na pesquisa mais recente, com 2% de indecisos e 5% de brancos, nulos ⁠ou que não pretendem votar.

 Na ‌esteira dos números, o ‌dólar se mantinha acomodado ante o real nesta manhã de sexta-feira, com boa parte do mercado ainda posicionado para uma vitória de Flávio. A percepção de muitos agentes é de ⁠que, apesar da aproximação, Flávio se mantém à frente de Lula e haveria pouco tempo para uma virada.

A leitura de boa parte dos agentes ainda é de que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de ‌um maior controle das contas públicas -- mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento ⁠propostas concretas de ajuste.

No exterior, o dólar sustentava ganhos ante o euro e a libra, além de subir ante divisas de países emergentes como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

Às 9h36, o índice do dólar --  que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,16%, a 101,730.

O dólar à vista encerrou a sessão de quinta-feira no Brasil com alta de 0,22%, aos R$5,0384.

Às 11h30, o Banco Central realiza seu leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 75.000 contratos para 3 de novembro.

(Edição de Isabel Versiani e Eduardo Simões)

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