Bradesco vê pressão em inadimplência no mercado, mas está seguro com portfólio de crédito do banco, diz CEO
O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou ver pressão na inadimplência do sistema financeiro, mas garantiu segurança na carteira do banco. A declaração seguiu a divulgação do balanço do terceiro trimestre, com lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões, alta anual de 14,6%. No período, a carteira de crédito atingiu R$ 1,15 trilhão e a inadimplência subiu para 4,6%, patamar que permanece mais controlado que a média do mercado, que alcançou 6,6% segundo o Banco Central.
O presidente-executivo do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou nesta sexta-feira que observa uma pressão na inadimplência e no crédito no sistema financeiro no país, mas ressaltou que está seguro com as linhas do banco.
"Eu vejo um horizonte de maior pressão de crédito, de custo de crédito, de índices de inadimplência um pouco maiores, mas eu tenho a segurança de que a nossa carteira é uma carteira muito mais controlada do que o mercado", afirmou o CEO em coletiva à imprensa, um dia após a divulgação do balanço do terceiro trimestre, com lucro líquido recorrente de R$7,1 bilhões, alta de 14,6% em relação ao mesmo período do ano passado, em linha com as previsões no mercado.
No final de setembro, a carteira de crédito do Bradesco somou R$1,15 trilhão, aumento de 11,1% ano a ano, enquanto o índice de inadimplência acima de 90 dias no terceiro trimestre ficou em 4,6%, de 4,1% um ano antes. O custo do crédito, representado pela despesa de provisões (PDD) expandida, cresceu 24,3%, a R$10,6 bilhões. Dados do Banco Central mostraram que a inadimplência no segmento de recursos livres no país chegou a 6,6% em agosto.
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