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Embraer tem carteira de pedidos recorde de US$ 35,7 bi no terceiro trimestre

Resultado representa alta de 3% ante o trimestre anterior e avanço de 14% na comparação anual; companhia entregou 66 aeronaves entre julho e setembro

23 out 2026 - 08h52
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Resumo
A Embraer atingiu uma carteira recorde de pedidos de US$ 35,7 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta anual de 14%, impulsionada por avanços na aviação comercial, executiva, de serviços e, sobretudo, em defesa, que saltou 56%. No período, a fabricante entregou 66 aeronaves, acumulando 175 no ano — avanço de 14% ante 2025. O volume representa 67% da meta anual estimada, desempenho acima da média histórica proporcionado por melhorias no ritmo de produção.

A Embraer informou que a carteira de pedidos (backlog) consolidada alcançou US$ 35,7 bilhões no terceiro trimestre de 2026, novo recorde, com alta de 3% ante o trimestre anterior e avanço de 14% na comparação anual.

A aviação comercial encerrou o período com carteira de US$ 15,8 bilhões, crescimento de 4% em 12 meses. A Embraer destacou pedidos firmes do Grupo Abra, Binter, Luxair e ANA Holdings. Já a aviação executiva registrou carteira recorde de US$ 8,2 bilhões, alta de 12% em um ano, e informou que o novo Phenom 300EV obteve tripla certificação da Anac, FAA e Easa.

No acumulado de janeiro a setembro, Embraer entregou 175 aeronaves
No acumulado de janeiro a setembro, Embraer entregou 175 aeronaves
Foto: Divulgação/Embraer / Estadão

Em defesa e segurança, a carteira somou US$ 6,1 bilhões, crescimento de 56% na comparação anual, impulsionada por pedido firme de duas aeronaves KC-390 Millennium pela Força Aérea Colombiana, segundo a empresa. Em serviços e suporte, o backlog atingiu nível recorde de US$ 5,6 bilhões, alta de 14% em 12 meses, com novos contratos de longo prazo nos três segmentos.

A Embraer entregou 66 aeronaves entre julho e setembro, alta de 2% ante o trimestre anterior e avanço de 6% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de janeiro a setembro, foram 175 entregas, aumento de 14% ante igual período de 2025.

A companhia informou que, no ano, as entregas correspondem a cerca de 67% do ponto médio das estimativas de 2026 para aviação executiva e comercial combinadas (240 a 255 aeronaves), acima da média histórica para o período, citando progresso nas iniciativas de nivelamento da produção.

Estadão
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