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Dólar oscila perto da estabilidade ante real com Oriente Médio no foco

3 ago 2026 - 09h18
(atualizado às 09h47)
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O dólar ‌iniciou a segunda-feira perto da estabilidade ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana tem um viés negativo ante as demais divisas de países emergentes, em meio às esperanças de que EUA e Irã possam chegar a um novo acordo.

Às 9h12, o ⁠dólar à vista cedia 0,11%, aos R$5,0634 na venda.

Na B3, o ‌contrato de dólar futuro para setembro -- o mais líquido no mercado brasileiro -- caía 0,40%, aos R$5,0965.

No fim de semana, o presidente ‌dos EUA, Donald Trump, anunciou o adiamento ‌de um novo ataque ao Irã. Além disso, afirmou que ⁠o Irã e outros países do Oriente Médio pediram mais tempo para concluir um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde circulam 20% do petróleo e do gás exportados pelos países.

Nesta segunda-feira, porém, o Irã afirmou que não havia negociações ‌em andamento com os EUA nem planos para reuniões.

Ainda assim, os agentes ‌se apegavam à ⁠possibilidade de avanços ⁠nas negociações de paz, o que conduzia a queda do petróleo Brent, para ⁠a faixa de US$83 o ‌barril, e a alta ‌dos principais índices de ações na Europa, assim como o recuo dos rendimentos dos Treasuries.

Nos mercados de moedas, o dólar cedia ante pares do real como o peso chileno, o rand ⁠sul-africano e o peso mexicano. No Brasil, a variação da moeda norte-americana é limitada.

Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central informou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de ‌2026 seguiu em R$5,20 e no final de 2027 variou de R$5,29 para R$5,28.

Já a Selic esperada para o fim de ⁠2026 caiu de 14,00% para 13,75%, com os economistas passando a projetar dois cortes de 25 pontos-base da taxa básica até o fim do ano.

Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e esse diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil. Hoje o cenário é um pouco diferente diante da perspectiva de alta de juros nos EUA e de novas baixas no Brasil.

O dólar à vista encerrou a sessão de sexta-feira com alta de 0,13%, aos R$5,0686.

(Edição de Camila Moreira)

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