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Dólar segue perto da estabilidade no Brasil apesar de alta no exterior

26 fev 2026 - 09h13
(atualizado às 09h39)
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O dólar ‌opera próximo da estabilidade ante o real nesta quinta-feira, em meio ao avanço da moeda norte-americana ante a maior parte das demais divisas no exterior, com os investidores digerindo os resultados financeiros da gigante tecnológica norte-americana Nvidia.

Notas de dólar 
09/04/2025 REUTERS/Willy Kurniawan
Notas de dólar 09/04/2025 REUTERS/Willy Kurniawan
Foto: Reuters

No Brasil, a temporada de ⁠balanços corporativos também é destaque na bolsa, que nas últimas ‌semanas tem atraído forte fluxo estrangeiro, com efeitos no câmbio.

Às 9h31, o dólar à vista subia 0,17%, aos R$5,1332 na ‌venda.

Na B3, o contrato de dólar ‌futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- ⁠avançava 0,15%, aos R$5,1355.

Um dos destaques no exterior nesta quinta-feira é o recuo do dólar ante o iene, após o presidente do Banco do Japão (BOJ), Kazuo Ueda, manter viva a perspectiva de alta de juros no curto prazo. Em entrevista ao ‌jornal Yomiuri, ele disse que analisará os dados nas reuniões ‌de março e abril ⁠para decidir ⁠o caminho da política monetária.

Porém, o dólar sustenta ganhos ante divisas pares do ⁠real como o peso ‌chileno e o rand ‌sul-africano.

Nos EUA, a fabricante de chips Nvidia divulgou resultados melhores do que o esperado e previu receitas para o trimestre atual acima das estimativas do mercado. Ainda assim, os ⁠números não motivavam uma busca maior por ativos de risco nesta quinta-feira, pelo menos por enquanto.

Às 9h24, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis ‌divisas fortes -- subia 0,09%, a 97,704.

Os agentes também seguem atentos ao desempenho da bolsa brasileira, que nas últimas semanas tem ⁠conduzido boa parte do recuo do dólar ante o real, em meio ao forte fluxo de entrada de investimentos estrangeiros.

Profissionais ouvidos pela Reuters têm destacado ainda o diferencial de juros entre Brasil e EUA como fator para atração de dólares ao país, o que impacta as cotações. Enquanto a Selic está em 15%, a taxa de referência norte-americana está na faixa de 3,50% a 3,75%. No acumulado do ano até 20 de fevereiro, o Brasil já recebeu US$8,426 bilhões líquidos, conforme dados do Banco Central.

Na quarta-feira o dólar à vista encerrou em queda de 0,60%, aos R$5,1247.

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