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Dólar tem variações modestas após nova pesquisa eleitoral e antes de leilões do BC

18 set 2026 - 09h29
(atualizado às 09h52)
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Resumo
O dólar operou com leves variações nesta sexta-feira, cotado a R$ 5,1450, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário político e de intervenções cambiais. O mercado digeriu a pesquisa Datafolha que indicou empate técnico entre Lula (46%) e Flávio Bolsonaro (44%), enquanto aguardava leilões de linha de US$ 1 bilhão do Banco Central para injetar liquidez. No exterior, a moeda americana avançou frente a divisas fortes, impulsionada pela alta dos juros no Japão e incertezas monetárias.

O dólar ‌operava com variações modestas ante o real nesta manhã de sexta-feira, com investidores ponderando a nova pesquisa eleitoral do Datafolha e à espera de dois leilões cambiais extraordinários do Banco Central, enquanto no exterior a moeda norte-americana subia ante as divisas fortes.

Às 9h17, o dólar à vista subia ⁠0,11%, a R$5,1450 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- ‌atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha alta de 0,32%, aos R$5,1565.

O dólar à vista encerrou a sessão de quinta-feira com ‌baixa de 0,25%, aos R$5,1392, na esteira ‌do fortalecimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. O ⁠leve recuo do dólar ocorreu a despeito do mal-estar no mercado com o anúncio do governo de reajuste do Bolsa Família, que prevê impacto fiscal de R$5,8 bilhões este ano e US$22 bilhões no próximo.

Nesta manhã de sexta-feira, os investidores digerem nova pesquisa do Datafolha mostrando o ‌presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto ‌no segundo turno, contra ⁠44% de Flávio. ⁠Os percentuais são os mesmos da pesquisa da semana anterior e indicam empate ⁠técnico, já que a margem de ‌erro é de 2 ‌pontos percentuais.

Nas últimas semanas, algumas pesquisas favoráveis a Flávio têm sustentado o "trade eleitoral", que se traduz na alta do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).

Os investidores também ⁠aguardam nesta sexta-feira dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos do Banco Central, programados para as 10h30. A oferta total será de US$1 bilhão.

Os leilões, que buscam dar liquidez ao mercado à vista, foram anunciados na ‌noite de quinta-feira.

Às 11h30, o BC realiza seu leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 50.000 contratos para 1º de ⁠outubro.

No exterior o dólar sustentava ganhos ante boa parte das divisas fortes nesta manhã, com destaque para o iene, após o Banco do Japão (BoJ) elevar sua taxa de juros para 1,25%, mas com dois dos membros do comitê de política monetária se opondo à decisão. A dissidência colocou em dúvida novos aumentos no futuro.

Às 9h38, o dólar tinha alta de 1,19% em relação ao iene, a 157,82, enquanto o euro era negociado a US$1,1464, em queda de 0,10% no dia. O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, incluindo o iene e o euro -- subia 0,24%, a 100,490.

(Edição de Isabel Versiani)

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