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Dólar fecha em baixa, na contramão do exterior, após nova pesquisa eleitoral

10 set 2026 - 17h13
(atualizado às 17h19)
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Resumo
Na contramão do exterior, o dólar fechou em queda de 0,20%, cotado a R$ 5,1013, influenciado pela pesquisa AtlasIntel/Bloomberg que apontou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula na corrida presidencial (46,4% a 46,2%). Apesar do empate técnico, o mercado reagiu positivamente ao avanço do senador, motivado pela desconfiança fiscal em relação ao atual governo. No cenário externo, a moeda americana subiu globalmente, impulsionada pela alta do petróleo e tensões no Oriente Médio.

O dólar fechou a quinta-feira ‌em baixa após uma nova pesquisa eleitoral mostrar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Planalto, ainda que em empate técnico.

Pessoa conta notas de dólar americano em casa de câmbio em Jacarta, na Indonésia, 9 de abril de 2025. Foto tirada através do vidro. REUTERS/Willy Kurniawan
Pessoa conta notas de dólar americano em casa de câmbio em Jacarta, na Indonésia, 9 de abril de 2025. Foto tirada através do vidro. REUTERS/Willy Kurniawan
Foto: Reuters

O recuo do dólar ante o real ocorreu na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana subiu ante a maior parte das demais divisas.

O dólar à vista encerrou a sessão ⁠com queda de 0,20%, a R$5,1013. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,06%.

Às ‌17h05, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,04% na B3, aos R$5,1260.

O dólar chegou a subir ante o real mais cedo, acompanhando ‌o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, ‌mas no fim da manhã a divisa perdeu força em meio a especulações ⁠no mercado de que uma nova pesquisa mostraria o avanço de Flávio na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após marcar a máxima de R$5,1472 (+0,70%) às 10h59, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0824 (-0,57%) às 11h58, antes mesmo da divulgação da pesquisa.

Às 14h30 a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi finalmente divulgada e mostrou Flávio com 46,4% das intenções de ‌voto em um segundo turno, contra 46,2% de Lula. Ainda que os dois estejam em empate ‌técnico, já que a margem ⁠de erro é de ⁠1 ponto percentual, o fato de Flávio estar numericamente à frente de Lula foi bem recebido.

Isso porque ⁠Lula ainda é visto com desconfiança por boa ‌parte do mercado, que enxerga sua ‌reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias favoráveis a Flávio têm favorecido a queda do dólar.

No mercado de predição Polymarket, sediado nos Estados Unidos, Flávio também passou a superar Lula, com 53% das ⁠apostas de vitória neste fim de tarde, contra 44% do petista.

No exterior, a moeda norte-americana avançou ante a maior parte das demais divisas, em um dia marcado pela disparada dos rendimentos dos Treasuries e pelo avanço do petróleo Brent para acima dos US$107 o barril.

Nesta quinta-feira, os houthis, alinhados ao Irã, assumiram ‌o controle do porto iemenita de Mocha, o que representa uma ameaça adicional ao tráfego no Mar Vermelho. Já o tráfego no Estreito de Ormuz permaneceu restrito, devido à intensificação ⁠dos ataques a petroleiros na região nos últimos dias.

Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,31%, a 99,084.

No início do dia, o Banco Central vendeu, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso -- neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

As duas operações simultâneas são conhecidas como "casadão" pelos investidores e dão liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.

No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de outubro.

(Edição de Isabel Versiani)

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