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Dólar fecha em alta com pesquisas mostrando empate técnico entre Flávio e Lula

13 out 2026 - 17h17
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Resumo
Na contramão do exterior, o dólar fechou em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,0227, impulsionado pelo cenário eleitoral doméstico. O avanço refletiu o nervosismo do mercado com novas pesquisas dos institutos Nexus e PoderData, que apontaram empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula na disputa do segundo turno presidencial. Além do ajuste técnico pós-feriado, a indefinição política pesou sobre o real, mesmo em um dia de desvalorização da moeda americana em âmbito global.

O dólar fechou ‌a terça-feira pós-feriado no Brasil em alta, depois de novos dados da corrida presidencial indicarem empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto no exterior a moeda norte-americana cedeu ante boa parte das demais divisas.

O dólar à vista encerrou a sessão com elevação de ⁠0,74%, a R$5,0227. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 8,50%.

Às 17h15, ‌o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- subia 0,56% na B3, aos R$5,0400.

A nova pesquisa BTG/Nexus mostrou pela manhã Flávio com 48% ‌das intenções de voto no segundo turno, contra ‌45% de Lula. Como a margem de erro é de dois ⁠pontos percentuais, os dois estão em empate técnico. O percentual de eleitores que não pretendem votar ou que votarão em branco ou nulo está em 5%. O levantamento foi realizado entre 10 e 12 de outubro.

Essa foi a primeira pesquisa realizada pela Nexus após o primeiro turno, quando Flávio ficou 1,87 ponto percentual ‌à frente de Lula.

Na pesquisa PoderData/Aya, também divulgada nesta terça-feira, Flávio obteve 51% ‌e Lula somou 49%, empatados ⁠dentro da margem ⁠de erro de 1,8 ponto percentual. O segundo turno eleitoral acontece em 25 de outubro.

No ⁠mercado, boa parte dos agentes considera que, ‌com Flávio no Planalto, crescem ‌as chances de um maior controle das contas públicas -- ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado propostas concretas de ajuste.

No limite, o equilíbrio das contas públicas abriria espaço para juros mais baixos, ⁠o que se refletiu na semana passada na redução de prêmios na curva de DIs (Depósitos Interfinanceiros) e no recuo do dólar ante o real.

Nesta terça-feira, porém, o dólar se manteve em alta, na esteira dos números sobre a corrida eleitoral.

"Ontem o dólar subiu lá fora, ‌então hoje houve um ajuste técnico de alta na abertura da sessão no Brasil. Mas depois também surgiram as pesquisas, que assustaram o mercado", comentou o ⁠diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. "Então, foi mais o 'trade eleitoral' que fez com que o dólar subisse ante o real", acrescentou.

O movimento esteve na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana recuou ante divisas fortes como o iene, o euro e a libra. O dólar também cedeu ante divisas de emergentes como a rupia indiana, o peso colombiano e o rand sul-africano, mas avançou ante o peso mexicano.

Às 17h05, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,34%, a 102,190.

No fim da manhã, por conta de um problema técnico, o Banco Central cancelou o leilão regular de rolagem de swap cambial com oferta de 50.000 contratos para 3 de novembro.

(Edição de Isabel Versiani)

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