Dólar despenca para abaixo dos R$5 em meio a euforia com resultado do 1ºturno eleitoral
O dólar despencou mais de 4%, caindo abaixo de R$ 5, impulsionado pelo otimismo do mercado com o resultado do 1º turno presidencial, que colocou Flávio Bolsonaro à frente de Lula (47,03% a 45,16%). Analistas veem baixa chance de virada e esperam maior rigor fiscal com o senador. O dia também registrou disparada de mais de 7% no Ibovespa futuro e queda nos juros dos DIs, refletindo um rali expressivo dos ativos brasileiros, mesmo diante de um cenário de valorização global da moeda norte-americana.
O dólar iniciou esta segunda-feira no Brasil com queda superior a 4%, em uma reação direta ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial, que colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Às 9h49, o dólar à vista despencava 4,08%, a R$4,0045 na venda, depois de chegar a ser cotado a R$4,9738 mais cedo.
O dólar futuro para novembro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha baixa de 4,35%, aos R$5,0245.
A euforia dos investidores é resultado direto da votação, que mostrou Flávio com cerca de 2 pontos percentuais à frente de Lula no primeiro turno: 47,03% contra 45,16%. A percepção dos profissionais do mercado é de que uma virada no segundo turno, marcado para 25 de outubro, é pouco provável.
A queda forte do dólar está em sintonia com o recuo de cerca de 100 pontos-base das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de longo prazo e com a disparada de mais de 7% do Ibovespa futuro. Na madrugada desta segunda-feira, a Reuters já havia trazido a perspectiva de forte rali dos ativos locais, que no exterior já subiam.
Por trás do movimento está a ideia de que com Flávio crescem as chances de o governo promover um ajuste das contas públicas.
No exterior, às 9h47 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,33%, a 102,240.
Às 11h30, o Banco Central realiza seu leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 50.000 contratos para 3 de novembro.
(Edição de Eduardo Simões e Isabel Versiani)
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