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Dólar cai pela 2ª sessão após euforia do mercado com eleições

6 out 2026 - 10h59
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Resumo
O dólar registrou a segunda queda consecutiva nesta terça-feira, cotado a R$ 4,94, impulsionado pelo otimismo do mercado financeiro após o primeiro turno das eleições presidenciais. A reação positiva dos investidores reflete a liderança do senador Flávio Bolsonaro (47,03%) contra o presidente Lula (45,16%), alimentando expectativas de um ajuste fiscal mais rigoroso. O movimento estende o forte rali da véspera, quando o Ibovespa bateu recorde histórico e superou a marca de 200 mil pontos.
Dólar (USD)
Dólar (USD)
Foto: Suno

O dólar voltou a recuar nesta terça-feira (6), emendando a segunda queda consecutiva frente ao real. O movimento ainda reflete o otimismo do mercado financeiro com o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (4).

Por volta das 10h15, a moeda norte-americana cedia 1,04% ante o real, negociada a R$ 4,948 na compra e R$ 4,949 na venda. Na máxima do dia até o momento, a cotação do dólar chegou à casa de R$ 4,97.

O que explica a queda do dólar

O resultado das urnas no domingo, no primeiro turno das eleições, surpreendeu parte do mercado. O senador Flávio Bolsonaro (PL) liderou a primeira etapa da disputa presidencial, somando 47,03% dos votos válidos, à frente dos 45,16% obtidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A diferença representou uma vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos para o senador, que agora disputa o segundo turno com o atual presidente, marcado para 25 de outubro.

A avaliação predominante entre investidores é a de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro aumentaria as chances de um ajuste mais firme nas contas públicas.

Reflexo da disparada da véspera

A queda desta terça-feira acontece um dia depois de uma sessão histórica na bolsa de valores brasileira. Na segunda-feira (5), o Ibovespa fechou com alta de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, um ganho de 14.797,34 pontos em relação à abertura. Foi a primeira vez que o índice superou a marca dos 200 mil pontos, chegando a bater 209.605,70 pontos na máxima do dia, novo recorde histórico.

No mesmo pregão, o dólar comercial desabou 4,12%, encerrando o dia cotado a R$ 5,001, depois de operar praticamente toda a sessão abaixo desse patamar e de ter atingido a mínima de R$ 4,953. Os DIs (juros futuros) também recuaram com força, fechando na casa dos 12% ao longo de toda a curva.

Suno
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