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Dólar acompanha exterior e sobe ante real com guerra no Oriente Médio no foco

12 mar 2026 - 09h15
(atualizado às 10h33)
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O ‌dólar sustentava altas leves nesta manhã de quinta-feira no Brasil, enquanto no exterior a moeda norte-americana também avançava ante outras divisas de países emergentes, em mais uma sessão de aumento dos preços do petróleo e de preocupações com os efeitos ⁠econômicos da guerra no Oriente Médio.

No Brasil, destaque para a ‌divulgação do IPCA de fevereiro, mostrando uma inflação ainda pressionada.

Às 10h19, o dólar à vista subia 0,35%, aos R$5,1774 ‌na venda.

Na B3, o contrato de dólar ‌futuro para abril -- atualmente o mais líquido no ⁠mercado brasileiro -- avançava 0,44%, aos R$5,2035.

Durante a madrugada, o petróleo Brent tocou novamente nos US$100 o barril, em meio às dificuldades de transporte geradas pela guerra de EUA e Israel contra o Irã.

Nesta manhã, o barril era cotado pouco abaixo ‌dos US$99, ainda em alta firme, mantendo as preocupações de que ‌o avanço da ⁠commodity possa gerar ⁠inflação nos países, incluindo o Brasil.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia ⁠e Estatística (IBGE) informou que ‌o IPCA, o índice ‌oficial de inflação, subiu 0,70% em fevereiro, acelerando ante o avanço de 0,33% de janeiro e ficando acima da taxa de 0,65% projetada por economistas em pesquisa da ⁠Reuters. Em 12 meses até fevereiro, o índice subiu 3,81%, contra 3,77% projetados.

O indicador, cuja abertura também não foi favorável, dava suporte à curva de DIs (Depósitos Interfinanceiros) nesta manhã, com os agentes vendo chances ‌maiores de o Banco Central cortar a taxa básica Selic em apenas 25 pontos-base na próxima semana -- e não em ⁠50 pontos-base, como vinha sendo precificado antes da guerra. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano.

Em tese, uma Selic em patamares mais altos mantém a atratividade do Brasil aos investimentos estrangeiros, abrindo espaço para um dólar mais baixo, mas nesta quinta-feira a moeda norte-americana segue sendo sustentada pelos receios em torno da guerra.

Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril.

Na quarta-feira, o dólar à vista encerrou praticamente estável, com alta de 0,02%, aos R$5,1591.

(Edição de Pedro Fonseca e Isabel Versiani)

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