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Dívida pública federal do Brasil sobe 2,66% em maio e supera R$9 trilhões

26 jun 2026 - 14h39
(atualizado às 15h03)
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A dívida pública federal do ‌Brasil subiu 2,66% em maio em relação ao mês anterior e alcançou R$9,033 trilhões, em período que também registrou alta do custo de rolagem e das novas emissões de títulos, divulgou o Tesouro Nacional nesta sexta-feira.

No período, a dívida ⁠pública mobiliária interna teve alta de 2,72%, a R$8,692 trilhões, ‌enquanto a dívida pública federal externa cresceu 1,37% e atingiu R$340,49 bilhões.

A elevação da dívida pública interna no mês ‌foi fruto de uma emissão líquida ‌de títulos no valor de R$135,62 bilhões e ⁠uma apropriação de juros de R$94,17 bilhões.

A participação na dívida pública federal dos títulos indexados à Selic, mais buscados por investidores em momentos de volatilidade no mercado, continuou em alta no período, atingindo 49,0% do total, contra 48,6% em abril. ‌O plano de financiamento do Tesouro prevê que esses papéis ‌responderão por 46% ⁠a 50% do ⁠estoque neste ano.

O Tesouro destacou que foi observada no mês de maio ⁠uma elevação nos juros ‌futuros do país, sob ‌reflexo de expectativas em relação à política monetária em contexto de tensões no cenário geopolítico, apesar das perspectivas de resolução do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Segundo ⁠as informações da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma alta no mês passado, indo de 12,22% ao ano em abril para 12,31% ao ‌ano.

O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna também subiu, passando de 14,08% ao ano em abril ⁠para 14,19% no mês passado.

No período, o colchão de liquidez da dívida pública somou R$1,211 trilhão, suficiente para cobrir 9,14 meses de vencimentos de títulos.

Em relação ao perfil de vencimentos da dívida pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,12 anos em abril para 4,07 anos em maio.

Sobre o mês de junho, o Tesouro disse que a curva de juros do Brasil teve alta refletindo mudanças de expectativas sobre o ciclo de política monetária, em contexto de incertezas com o cenário externo.

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