Diretor do BC diz não esperar solavancos no real com mudança nos juros do Brasil e dos EUA
O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou que não espera grandes solavancos no câmbio, apesar do corte da Selic e da alta de juros nos EUA. Embora a redução do diferencial de juros costume atrair capital para o mercado americano e pressionar o dólar, David avalia que o real está menos sensível no cenário atual, já que a necessidade de manter juros ainda elevados no Brasil, devido a expectativas desancoradas, confere maior proteção à moeda nacional.
O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, disse nesta quarta-feira que não espera grandes solavancos no câmbio diante das mudanças de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Enquanto a autoridade monetária do Brasil baixou a taxa Selic neste mês, o banco central dos EUA elevou o custo dos empréstimos, o que reduz o diferencial de juros entre os dois países e, em tese, poderia direcionar mais recursos de investidores ao país norte-americano e valorizar o dólar.
Em conferência promovida pelo J. Safra, em São Paulo, no entanto, David afirmou que o estágio atual da política monetária do Brasil, que demanda juros mais altos do que outrora por conta da desancoragem de expectativas, faz com que o real seja um pouco menos sensível do que em outros momentos.
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