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Plataforma lida com memórias e patrimônios de quem já morreu

Conheça a plataforma brasileira que faz um memorial e ajuda a administrar patrimônios de quem já se foi

20 mar 2023 - 06h20
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Foto: Adobe Stock

A perda de um ente querido é sempre muito dolorosa, mas pode ficar ainda pior se a memória de quem partiu não for preservada ou ainda se acontecerem conflitos familiares por causa do patrimônio deixado.

Foi mais ou menos o que aconteceu com Fabrício Santana, que perdeu o irmão precocemente, quando ele tinha apenas 40 anos de idade. A ausência de informações básicas fez com que Fabrício se preocupasse em organizar melhor os detalhes sobre seus patrimônios, suas contas e sua vida. Dessa forma, pensou ele, se algo lhe acontecesse, sua esposa e filho teriam a vida facilitada em processos e questões que envolvem a perda de um familiar.

Ao conversar com o amigo e empreendedor Thiago Campos, Fabrício percebeu que essa era uma dor e um problema muito comum. Assim nasceu a startup Guardadoria, em Brasília-DF, que lida com memórias e questões financeiras de pessoa de pessoas falecidas. 

Um espaço para memórias de quem se foi

Com investimento inicial de R$ 100 mil, a primeira versão da plataforma foi criada pelo próprio Fabrício, que é formado em tecnologia da informação e em direito. Assim nasceu o espaço para memórias, registros e dados pessoais.

Na plataforma, o usuário pode colocar informações e indicar contatos de confiança que terão acesso aos conteúdos em caso de morte. Há o plano gratuito e planos Premium bem completos, que ajudam até a administrar os patrimônios de quem já se foi ― incluindo uma holding familiar.

A ideia não é exatamente nova, pois já existem as chamadas deathtechs atuando nos Estados Unidos e na Europa. Mas a Guardadoria brasileira tem alguns diferenciais importantes, como o Memorial (que reúne histórias da vida do usuário), testamento digital e até a famosa holding familiar.

Informação evita conflitos familiares

A ideia básica aqui é deixar tudo bem claro e bem informado, para evitar conflitos familiares de possíveis herdeiros.

“Quando a gente fala da parte emocional e operacional, todo mundo acha legal, mas o que eu percebo é que o brasileiro está preocupado com o dinheiro. Ele quer saber da herança: os meus filhos vão brigar pela herança, vão pagar quanto para receber”, disse Fabrício Santana à Exame.

A boa receptividade do mercado à deahtech brasileira rendeu novos dividendos: a startup acaba de captar US$ 150 mil (R$ 750 mil) para reforçar sua presença no mercado. O valor veio do Antler, fundo de investimentos em startups de Singapura que chegou ao Brasil em 2022, e permitiu à Guardadoria aprimorar o seu modelo de negócios. 

(*) HOMEWORK inspira transformação no mundo do trabalho, nos negócios, na sociedade. É criação da COMPASSO, agência de conteúdo e conexão.

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