Dia dos Namorados deve movimentar R$ 250 milhões em SP

De acordo com a Fecomercio, 77% dos homens pretendem dar presente para a companheira, ante 66% das mulheres

3 jun 2015
22h50
atualizado em 12/6/2015 às 15h17
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As vendas do Dia dos Namorados, a exemplo do que ocorreu na Páscoa e no Dia das Mães, serão menores em relação ao ano passado devido à atual conjuntura econômica. É o que mostra um estudo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) com base em sondagens anteriores e indicadores divulgados até o momento, segundo o qual, apesar da queda nas vendas, a data deve movimentar cerca de R$ 250 milhões na capital paulista.

Mulheres estão mais pessimistas que os homens
Mulheres estão mais pessimistas que os homens
Foto: Shutterstock

Além de prejudicar as vendas, o mau momento econômico está afetando o humor de consumidores e consumidoras, sendo que as mulheres estão mais pessimistas. Segundo o Índice de Confiança dos Consumidores (ICC), apurado mensalmente, a confiança delas registrou 88,3 pontos em maio, enquanto a deles ficou em 95,3. Desde abril a confiança delas está abaixo dos 100 pontos, área do pessimismo.

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Segundo o cenário traçado pela Entidade, em São Paulo, 70% da população adulta namora, é casada ou mantém algum tipo de relacionamento. Desse número, mais de 75% costuma presentear seus cônjuges. Se, por um lado, as mulheres estão mais pessimistas, por outro, os homens costumam presentear mais do que elas e também investir mais na hora da compra do presente.

Sondagens anteriores realizadas pela Fecomercio-SP mostram que, em média, 77% dos homens dizem que pretendem presentear as companheiras, ante 66% no caso das mulheres. Além disso, 70% dos homens dizem que pretendem comprar presentes acima de R$ 70, contra 59% no caso delas.

Para quem pretende comemorar o Dia dos Namorados com um jantar romântico, mas não quer gastar muito, um alerta: segundo dados do IPCA, comer fora de casa, em São Paulo, está 8,7% mais caro do que no ano passado (comparação entre abril/15 e abril/14). Por outro lado, para quem quer aproveitar o final de semana em um hotel da cidade (já que a data cai na sexta-feira), os preços de hospedagem estão apenas 0,9% mais caros do que no ano passado.

Os preços de vestuário, calçados e acessórios (itens que aparecem como preferidos para mais de 30% do total de entrevistados, desde 2011, início da série histórica), por sua vez, apresentaram alta inferior à inflação do período - roupas masculinas (4,3%); roupas femininas (1,4%); sapato masculino (2,1%); e sapato feminino (6,3%).

Em segundo lugar na lista de preferências dos paulistanos estão perfumes e cosméticos, que estão mais caros por causa da alta do dólar e do aumento do IPI para os atacadistas de cosméticos. Também registraram alta abaixo da inflação os valores cobrados em boate e danceteria (6,9%), flores (6,8%), joias (6,3%) e maquiagem (2,3%).

Terra

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