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CVM abre inquérito contra executivos da Vale por tragédia de Brumadinho

19 ago 2019
18h27
atualizado às 20h00
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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou nesta segunda-feira que abriu inquérito para investigar eventual inobservância de deveres fiduciários de administradores da Vale por fatos ligados ao rompimento da barragem de Brumadinho (MG), ocorrido em janeiro e que deixou mais de 240 mortos.

Escombros após rompimento de barragem da Vale em Brumadinho (MG) 
13/02/2019
REUTERS/Washington Alves
Escombros após rompimento de barragem da Vale em Brumadinho (MG) 13/02/2019 REUTERS/Washington Alves
Foto: Reuters

A autarquia explicou em comunicado exibido em seu website que o inquérito diz respeito aos deveres da companhia em relação aos seus acionistas e investidores, mas não citou os nomes dos executivos que são alvos do inquérito.

"Tal apuração não inclui atuação sobre questões relativas à legislação ambiental, as quais vêm sendo objeto de atuação das instituições competentes", diz trecho do comunicado.

A CVM informou ainda que o inquérito é referente a processo aberto em 28 de janeiro, três dias após o desastre, para apurar eventual responsabilidade de administradores da companhia em razão dos fatos relacionados ao rompimento da estrutura.

Com o colapso da barragem da Vale, uma onda de rejeitos do beneficiamento de minério de ferro foi liberada, atingindo áreas administrativas e refeitório da própria empresa, além de comunidades, mata e rios da região, incluindo o Paraopeba.

A maioria das vítimas fatais foi de empregados da empresa.

Procurada, a Vale afirmou em nota que tomou conhecimento sobre a abertura do inquérito.

"Permanecemos à disposição e manteremos a postura transparente e colaborativa", complementou a empresa.

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