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Correios somam prejuízo líquido de R$ 5,5 bi no 1º semestre, 30% maior do que igual período de 2025

No 2º trimestre, o prejuízo líquido foi de R$ 2,39 bilhões, queda de 5,5% em relação ao prejuízo de R$ 2,53 bilhões registrado no mesmo período do ano passado

29 ago 2026 - 19h55
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Resumo
Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, uma alta de 30,36% frente a 2025. No vermelho desde 2022, a estatal busca se recuperar por meio de um plano de reestruturação focado em corte de gastos e ganho de eficiência. O processo conta com o apoio de um empréstimo de R$ 12 bilhões garantido pela União e a previsão de um aporte de R$ 6 bilhões do governo federal até 2027 para equilibrar o caixa da empresa.

SÃO PAULO - Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 30,36% ante o resultado negativo de R$ 4,26 bilhões de igual período de 2025.

No segundo trimestre, o prejuízo líquido foi de R$ 2,39 bilhões, queda de 5,5% em relação ao prejuízo de R$ 2,53 bilhões registrado no mesmo período de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando o prejuízo foi de R$ 3,16 bilhões, houve redução de 24,4%.

A receita líquida de vendas e serviços somou R$ 4,01 bilhões no segundo trimestre, queda de 5,41% ante os R$ 4,24 bilhões registrados um ano antes. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, porém, a receita cresceu 3,8%, segundo o balanço de resultados publicado neste sábado, 29.

Em nota, a empresa aponta que os resultados ocorrem em meio à implementação de um plano de reestruturação, que inclui revisão de despesas e contratos, reorganização da companhia, aumento da eficiência operacional e medidas para ampliar a geração de receitas.

"O resultado acumulado do semestre permanece desafiador e reforça a necessidade de continuidade das medidas de reestruturação, com foco na recuperação sustentável das receitas, o aumento da eficiência operacional, a revisão de despesas e contratos e a modernização do modelo de negócios", afirma a administração dos Correios em nota que acompanha os resultados.

O governo já assumiu compromisso de realizar um aporte de capital no montante de R$ 6 bilhões até o final de 2027 nos Correios. O compromisso de injetar recursos está previsto no contrato do empréstimo de R$ 12 bilhões obtido pela estatal no ano passado com cinco bancos e garantia do Tesouro Nacional. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que o aporte estará incluído na proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.

Desde 2022 os Correios vem fechando os seus balanços no vermelho. Em 2025, prejuízo foi recorde, de R$ 8,5 bilhões, o que levou a companhia a buscar um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um consórcio de bancos, com garantia da União, para tentar implementar um plano de reestruturação e sair da crise.

No final do ano passado, os Correios assinaram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do País para reforçar o caixa da estatal em meio à crise financeira enfrentada pela empresa.

Estadão
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