Confiança de serviços fica quase estável em outubro com movimentos opostos em situação atual e expectativas, diz FGV
O Índice de Confiança de Serviços ficou praticamente estável em outubro, subindo 0,1 ponto para 88,2, segundo a FGV. O resultado reflete movimentos opostos: enquanto o Índice de Situação Atual caiu 3,0 pontos para 88,7, atingindo o menor nível desde julho de 2021, o Índice de Expectativas subiu 3,2 pontos para 87,8. Segundo analistas, o crédito difícil e os juros elevados geram cautela, indicando que a alta nas projeções é frágil e que o setor caminha para uma desaceleração no final do ano.
A confiança no setor de serviços se manteve praticamente estável em outubro, diante de visões díspares sobre a situação atual e as expectativas em relação ao segmento, apontou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.
O Índice de Confiança de Serviços (ICS) oscilou 0,1 ponto para cima, para 88,2 pontos em outubro, após registrar uma queda de 0,9 ponto em setembro, apontaram os dados da FGV.
"A situação atual devolveu a melhora dos dois meses anteriores, com piora disseminada entre todos os segmentos. Já as expectativas se recuperaram, puxadas principalmente pela tendência dos negócios nos próximos seis meses, num movimento em parte compensatório após a queda do mês anterior", disse Carlos André Vieira, economista do FGV IBRE.
De acordo com os dados da FGV, o Índice de Situação Atual (ISA) do setor de serviços recuou 3,0 pontos em outubro, para 88,7 pontos, chegando ao menor patamar desde julho de 2021, quando ficou em 87,9 pontos.
Em direção oposta, o Índice de Expectativas (IE) subiu 3,2 pontos, para 87,8 pontos, a maior alta desde junho de 2026, de acordo com a FGV.
"A piora da percepção sobre o acesso ao crédito, acompanhada do aumento das menções ao custo financeiro como fator limitativo para o crescimento dos negócios, acende um sinal de alerta. Num ambiente de juros reais restritivos, a melhora das expectativas parece frágil, e o enfraquecimento da situação atual reforça o cenário de desaceleração do setor no encerramento do ano.", acrescentou Vieira.
Os juros futuros, negociados no mercado financeiro, registraram forte alta após o segundo turno da eleição presidencial do último domingo, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A taxa básica de juros está atualmente em 13,75% ao ano e a expectativa do mercado, apontada em pesquisa Focus concluída na sexta-feira passada, antes da eleição, é de uma redução de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana que vem e um novo corte de mesma magnitude no encontro de dezembro, finalizando o ano em 13,25%.
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