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Confiança de serviços fica quase estável em outubro com movimentos opostos em situação atual e expectativas, diz FGV

29 out 2026 - 08h30
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Resumo
O Índice de Confiança de Serviços ficou praticamente estável em outubro, subindo 0,1 ponto para 88,2, segundo a FGV. O resultado reflete movimentos opostos: enquanto o Índice de Situação Atual caiu 3,0 pontos para 88,7, atingindo o menor nível desde julho de 2021, o Índice de Expectativas subiu 3,2 pontos para 87,8. Segundo analistas, o crédito difícil e os juros elevados geram cautela, indicando que a alta nas projeções é frágil e que o setor caminha para uma desaceleração no final do ano.

A confiança no setor ‌de serviços se manteve praticamente estável em outubro, diante de visões díspares sobre a situação atual e as expectativas em relação ao segmento, apontou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) oscilou 0,1 ponto para ⁠cima, para 88,2 pontos em outubro, após registrar uma queda ‌de 0,9 ponto em setembro, apontaram os dados da FGV.

"A situação atual devolveu a melhora dos dois meses ‌anteriores, com piora disseminada entre todos ‌os segmentos. Já as expectativas se recuperaram, puxadas principalmente ⁠pela tendência dos negócios nos próximos seis meses, num movimento em parte compensatório após a queda do mês anterior", disse Carlos André Vieira, economista do FGV IBRE.

De acordo com os dados da FGV, o Índice de Situação Atual (ISA) do ‌setor de serviços recuou 3,0 pontos em outubro, para 88,7 ‌pontos, chegando ao ⁠menor patamar desde ⁠julho de 2021, quando ficou em 87,9 pontos.

Em direção oposta, o ⁠Índice de Expectativas (IE) subiu ‌3,2 pontos, para 87,8 ‌pontos, a maior alta desde junho de 2026, de acordo com a FGV.

"A piora da percepção sobre o acesso ao crédito, acompanhada do aumento das menções ao custo ⁠financeiro como fator limitativo para o crescimento dos negócios, acende um sinal de alerta. Num ambiente de juros reais restritivos, a melhora das expectativas parece frágil, e o enfraquecimento da situação atual ‌reforça o cenário de desaceleração do setor no encerramento do ano.", acrescentou Vieira.

Os juros futuros, negociados no mercado financeiro, registraram ⁠forte alta após o segundo turno da eleição presidencial do último domingo, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A taxa básica de juros está atualmente em 13,75% ao ano e a expectativa do mercado, apontada em pesquisa Focus concluída na sexta-feira passada, antes da eleição, é de uma redução de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana que vem e um novo corte de mesma magnitude no encontro de dezembro, finalizando o ano em 13,25%.   

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